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Mercado de trabalho formal avança em junho e acumula 48 milhões de brasileiros empregados

O mercado de trabalho formal manteve o ritmo de expansão e abriu novas portas para milhares de brasileiros no mês de junho. Dados do Novo Caged revelam que o país encerrou o mês com um saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, impulsionado pela contratação de jovens e pelo aquecimento do setor de serviços.

Com o resultado, o estoque de trabalhadores com contrato formal no país atingiu a marca histórica de 48 milhões de pessoas, acumulando quase 1 milhão de novos postos gerados nos últimos 12 meses.

  • Serviços no topo: Liderou disparado a criação de empregos, com 74.514 novas vagas.
  • Agropecuária: Registrou saldo positivo de 22.898 postos.
  • Comércio: Abriu 19.177 vagas de trabalho.
  • Construção Civil: Sumou 14.136 novas carteiras assinadas.
  • Indústria: Fechou o mês com saldo de 4.438 vagas.
  • Remuneração média: O salário inicial de admissão teve alta e ficou em R$ 2.404,34 (R$ 16,90 a mais do que em maio).

Perfil de quem conseguiu emprego

A faixa etária de 18 a 24 anos dominou as contratações, ocupando 100.597 do total de vagas criadas. Pessoas de cor parda responderam pelo maior saldo de novos contratados (106.176 postos), seguidas pela população branca (28.636) e preta (20.199).

Como ficou o mapa do emprego nos estados

A geração de vagas foi puxada pela região Sudeste, que liderou em volume bruto (70.383 vagas). No topo do ranking estadual em números absolutos ficaram São Paulo (34.981), Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856).

Proporcionalmente, os maiores crescimentos ocorreram no Amapá, Acre e Mato Grosso (que adicionou 8.258 vagas ao mercado). Na ponta oposta, apenas Espírito Santo e Tocantins fecharam o mês com saldo negativo.

Alerta sobre o ritmo de crescimento

Apesar da alta, o saldo de junho ficou abaixo das 161.999 vagas abertas no mesmo período do ano passado. O Ministério do Trabalho atribui essa desaceleração ao patamar atual da taxa básica de juros (Selic, em 14,25% ao ano), que encarece o crédito para empresas e desacelera o ritmo de expansão do setor produtivo.

*Sob supervisão de Gene Lannes

Fonte: Agência Brasil

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