O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) mantém controlado, nesta quinta-feira (30), um incêndio registrado na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada dos Guimarães. O incêndio não apresenta risco imediato de propagação, por estar contido dentro de um perímetro seguro.
As equipes atuam desde a quarta-feira (29), com o apoio de viaturas, helicóptero e aeronaves, em ações coordenadas por terra e pelo ar no combate direto às chamas, com o objetivo de extinguir completamente o incêndio. Até o momento, o apoio aéreo já realizou o lançamento de aproximadamente 108 mil litros de água para reforçar as ações de combate.
As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que atuam de forma integrada.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 31 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Desse total, 16 focos estão no bioma Cerrado e 15 na Amazônia. Já nas terras indígenas, estão concentrados oito focos de calor, sendo quatro focos na terra indígena Parabubure, em Campinápolis, dois na terra indígena Enawenê-Nawê, em Juína, além de um foco na terra indígena Areões, em Nova Nazaré, e outro na terra indígena Aripuanã, no município de Aripuanã.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das áreas indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento os focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo, que estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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