A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que está fora da disputa pela reeleição ao comando da Mesa Diretora enquanto a Justiça mantiver suspenso o projeto que altera o Regimento Interno da Casa. Sem a mudança nas regras, a parlamentar reconhece que está impedida de concorrer a um novo mandato.
Segundo Paula, a Câmara não pode colocar a proposta em votação enquanto vigorar a liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que suspendeu a tramitação do projeto. “Até o presente momento eu não estou na disputa, não estou como candidata à reeleição da presidência da Câmara Municipal, porque nós temos uma vedação que é o Regimento Interno”, afirmou.
O projeto, de autoria do vereador Marcus Brito Junior (PV), altera o Regimento Interno para permitir uma recondução consecutiva dos integrantes da Mesa Diretora ao mesmo cargo. Na prática, a mudança abriria caminho para que Paula disputasse a reeleição.
No entanto, a proposta está paralisada por decisão do desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, que concedeu liminar impedindo sua votação até o julgamento do mérito do recurso apresentado por Marcus Brito.
Paula afirmou que a Câmara aguarda uma nova decisão do Judiciário antes de definir os próximos passos. “Neste momento está suspenso. Nós não podemos colocar em pauta a votação do Regimento. Vamos aguardar uma segunda decisão da Justiça. Se houver essa possibilidade, colocaremos em pauta a resolução em plenário. Caso contrário, não haverá essa possibilidade de eu disputar o pleito para a Mesa Diretora”, disse.
Apesar de afirmar que está fora da disputa, a presidente reconheceu que as articulações para a sucessão seguem nos bastidores. Segundo ela, qualquer candidato precisará construir maioria entre os vereadores.
Ao comentar uma possível candidatura de Dilemário Alencar, Paula afirmou que o vereador deixou o grupo político que hoje comanda a Mesa Diretora e, por isso, terá de buscar apoio entre os colegas caso decida entrar na disputa.
“O vereador Dilemário declarou publicamente que não faz mais parte do acordo. Ele precisa sentar com todos e buscar o apoio dos colegas, porque a eleição da Mesa Diretora é uma construção”, afirmou.
Sobre o vereador Ilde Taques, a presidente disse que ele vem trabalhando desde o início das articulações para reunir apoio e viabilizar uma chapa competitiva.
Com o projeto suspenso e sem previsão de julgamento definitivo pelo TJMT, a sucessão da Mesa Diretora permanece indefinida. Enquanto a liminar estiver em vigor, Paula Calil segue impedida de disputar a reeleição.
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