Uma mulher de 26 anos foi agredida pelo ex-namorado, de 19 anos, e teve a casa incendiada durante uma discussão, neste domingo (2), no Conjunto São José, em Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada após uma denúncia de que um homem estaria agredindo uma mulher. No local, os policiais encontraram a vítima com lesões no rosto, pescoço, braços e pernas.
À polícia, a mulher contou que o ex-companheiro foi até a residência e a encontrou acompanhada de outra pessoa. Segundo o relato, o suspeito passou a ameaçar os dois de morte. O homem que estava com a vítima deixou o imóvel, mas o ex-casal continuou discutindo.
Ainda conforme a ocorrência, o suspeito passou a agredir a mulher com socos e empurrões, causando os ferimentos. Durante as agressões, ele teria jogado um cigarro aceso sobre a cama da vítima, iniciando o incêndio.
O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para combater as chamas. Conforme a corporação, o fogo atingiu parcialmente um dos quartos e se espalhou para a cozinha. Os militares realizaram o combate direto às chamas, que consumiam um sofá e uma cama de casal, além do rescaldo para evitar novos focos.
Segundo a PM, o suspeito confessou que provocou as agressões e o incêndio porque se sentiu traído e agiu em um ‘momento de fúria’. Ele também apresentava arranhões no rosto e pelo corpo.
O caso foi registrado pelos crimes de lesão corporal, ameaça e dano. O caso é investigado pela Polícia Civil.
O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
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