Quatro escolas brasileiras estão entre as finalistas do World’s Best School Prizes 2026. A premiação internacional reconhece projetos inovadores com impacto social.
Projetos inovadores com impacto social e soluções voltadas às necessidades das comunidades onde estão inseridas foram o que colocaram quatro escolas brasileiras entre as finalistas do World’s Best School Prizes 2026. Em Cuiabá, está o Centro de Educação Infantil (CEI) Rosa Mutran Maluf, finalista na categoria Inovação. O resultado dessa premiação será divulgado em novembro desse ano.
A imprensa, Gustavo Bicho, diretor regional de Operações da Inspira Rede de Educadores, disse que esse tipo de reconhecimento reflete uma mudança na forma como a educação vem sendo avaliada internacionalmente.
“A educação mundial passou a olhar para escolas capazes de gerar impacto real em suas comunidades. Não basta apresentar bons indicadores acadêmicos. É preciso demonstrar como a aprendizagem transforma a vida dos estudantes, respeita o contexto local e prepara crianças e jovens para um mundo cada vez mais complexo”, afirma.
Também representam o Brasil a Escola Baniwa Koripako-Kalipana, de São Gabriel da Cachoeira (AM), indicada na categoria Ação Ambiental, o Ginásio Educacional Tecnológico (GET) IV Centenário, do Rio de Janeiro (RJ), e o Centro Educacional Primeiro Mundo, de Canaã dos Carajás (PA), ambos finalistas na categoria Superação de Adversidades.
Mais do que o desempenho acadêmico, o prêmio avalia iniciativas capazes de gerar mudanças concretas na vida dos estudantes e das comunidades, considerando critérios como inovação pedagógica, inclusão, participação da comunidade escolar e desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
De acordo com o especialista, escolas que conquistam projeção internacional costumam investir em práticas que colocam o estudante como protagonista da aprendizagem, acompanham o desenvolvimento de forma individualizada e estimulam competências como autonomia, pensamento crítico e resolução de problemas.
“Hoje, inovação na educação significa criar experiências de aprendizagem relevantes, utilizar dados para apoiar decisões pedagógicas e construir ambientes onde os alunos desenvolvam autonomia, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, explica.
Para Bicho, a identidade local deixou de ser um obstáculo e passou a ser um diferencial.
“Cada vez mais vemos iniciativas brasileiras sendo reconhecidas justamente porque conseguem aliar excelência acadêmica às demandas específicas de suas comunidades. A identidade local deixou de ser uma barreira e passou a ser um diferencial competitivo.”
Metodologia colocou escola de Cuiabá entre as finalistas
No caso do CEI Rosa Mutran Maluf, o reconhecimento veio pela metodologia Criancice, desenvolvida pela própria instituição.
A proposta muda a dinâmica tradicional das aulas ao colocar as crianças no centro do processo de aprendizagem. Em vez de permanecerem em uma única sala durante todo o período, os alunos participam diariamente de um rodízio por ambientes temáticos voltados para literatura, artes, ciências, tecnologia, música e desenvolvimento psicomotor.
Segundo a coordenação pedagógica da escola, a metodologia foi construída a partir da escuta das crianças, do diálogo com as famílias e da participação da comunidade, buscando tornar o aprendizado mais significativo desde a primeira infância.
Reconhecimento mostra evolução da educação brasileira
Para Gustavo Bicho, a presença cada vez maior de escolas brasileiras em premiações internacionais demonstra que o país tem avançado em áreas como gestão escolar, inovação pedagógica e impacto social.
Segundo ele, experiências que conseguem combinar qualidade no ensino, desenvolvimento integral dos estudantes e conexão com a realidade local têm despertado o interesse de avaliadores em diferentes partes do mundo.
“Estar entre os melhores do mundo reflete um compromisso permanente com a melhoria da educação. O reconhecimento mostra que é possível unir excelência acadêmica, identidade cultural e transformação social, valorizando as características de cada comunidade”, conclui.
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