Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país — Foto: Jornal Nacional
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a utilização da Força Nacional de Segurança Pública na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, pelo período de 180 dias. A portaria foi publicada nesta quinta-feira (7) no Diário Oficial da União.
A Terra Indígena Sararé tem sido alvo de sucessivas operações do governo federal para conter o avanço do garimpo ilegal, que se intensificou nos últimos dois anos com a presença de integrantes de facção criminosa do Comando Vermelho.
Conforme o Governo Federal já foram realizadas 1.090 ações integradas no território indígena. O local se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil segundo a Operação Amazônia Nativa (Opan).
De acordo com a portaria, o apoio logístico à operação será de responsabilidade da Funai, que deverá fornecer a infraestrutura necessária para a atuação das equipes. Já o número de agentes mobilizados será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A operação será realizada em articulação com os órgãos federais de segurança pública e com as forças de segurança de Mato Grosso, no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas). A portaria entrou em vigor na data da publicação.
Histórico de exploração
A Terra Indígena Sararé abriga 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. O território possui cerca de 67 mil hectares, dos quais 4,2 mil hectares foram impactados pelo garimpo ilegal.
Homologada em 1985, a área enfrenta, nos últimos anos, conflitos relacionados à exploração clandestina de ouro. A T.I se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, segundo monitoramento do Ibama.
Além dos danos ambientais, o levantamento registra o aumento da violência na região, com a presença de facções criminosas e relatos de tiros, ameaças de morte e ataques a aldeias. Segundo o boletim, o cenário expõe a comunidade a risco de danos irreparáveis, caracterizando uma violência estrutural e sistemática.
Cenários que podem ser comprovados pelas diversas operações realizadas na região, que por ser próxima da fronteira com a Bolívia, a área se tornou uma das rotas mais usadas para o tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil a partir de 2022, grupos criminosos se infiltraram na região e, em 2024, entraram no garimpo.
Em janeiro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) cobraram a apresentação imediata de um plano de ação da União e de órgãos federais para combater o garimpo ilegal
Um carregamento de latinhas de cerveja Heineken tombou na manhã desta segunda-feira (21), na rotatória…
Um homem identificado como Flaviano Alves, de 57 anos, morreu após ser atropelado por um…
Prefeitura de Cuiabá foi notificada pela Defensoria Pública de Mato Grosso para encontrar soluções para…
Três criminosos envolvidos em um roubo contra um motorista de aplicativo, ocorrido em Várzea Grande,…
Alta do petróleo, pressão sobre o etanol e dificuldades no abastecimento do diesel estão entre…
O Ministério Público (MP) Eleitoral concluiu o primeiro mês de fiscalização das Eleições 2026 com…