Maria Helena do Carmo e o suspeito mantiveram um relacionamento por três anos e estavam separados havia cerca de um mês. Segundo a Polícia Civil, José Correia de Miranda viu a ex usando um anel durante uma confraternização e começou a discutir com ela. Ele ficou em silêncio durante o depoimento.
Um anel no dedo de Maria Helena do Carmo, de 51 anos, teria dado início à discussão que antecedeu o ataque que terminou com a morte dela e da amiga Cleidineia Eucaris da Costa, de 46 anos, no distrito de Cangas, em Poconé, na madrugada desta quinta-feira (13). A informação foi repassada a imprensa pelo delegado Matheus Prates, responsável pela investigação.
Segundo o delegado, Maria Helena e José Correia de Miranda, de 47 anos, mantiveram um relacionamento por cerca de três anos e estavam separados havia aproximadamente um mês. Na noite do crime, o suspeito foi até a casa do pai da ex-companheira, onde ocorria a comemoração de aniversário de Cleidineia e do irmão de Maria Helena e percebeu que ela estava usando um anel.
“Ele foi à casa para participar do aniversário e viu um anel no dedo da Maria. Aí começou a discutir com ela”, relatou o delegado, com base no depoimento prestado pelo irmão de Maria.
Ainda segundo o delegado, José teria partido para cima de Maria Helena com uma faca. Ao tentar impedir, o irmão dela foi ferido. Cleidineia também tentou conter José, mas sem conseguir, correu para a rua. No entanto, conforme a investigação, foi perseguida pelo suspeito, e morta após ser agredida com um pedaço de madeira várias vezes.
O irmão afirmou que não presenciou o momento em que Maria Helena foi atacada. Ela foi encontrada morta dentro da casa. Ele também relatou à polícia que José já havia agredido Maria Helena em outras ocasiões. As circunstâncias desses episódios anteriores também integram a apuração do caso.
José foi interrogado nesta quinta-feira, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento, segundo o delegado. Até a última atualização desta reportagem, ele não tinha advogado constituído. O suspeito deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (14).
Entenda o caso
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Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta de 0h50 para atender uma ocorrência de agressão com arma branca. Durante o deslocamento, os policiais encontraram um veículo acompanhado por outros dois carros, que davam sinais de luz para chamar a atenção da equipe.
Ao abordar o veículo, os militares encontraram José. Conforme a polícia, ele havia deixado o local do crime e seguia de carro para se entregar.
José apresentava escoriações pelo corpo, aparentemente provocadas durante uma luta corporal no momento das agressões. Ele recebeu atendimento médico e, em seguida, foi encaminhado à delegacia.
O irmão de Maria foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Poconé. Ele recebeu alta nesta tarde e prestou depoimento.
Vítimas eram agentes comunitárias de saúde
Cleidineia e Maria Helena trabalhavam como agentes comunitárias de saúde no PSF do Distrito de Cangas.
Em nota, a Prefeitura de Poconé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lamentou as mortes e destacou a atuação das duas servidoras junto à comunidade.
“Cleidineia e Maria Helena dedicaram parte de suas vidas ao cuidado com o próximo, construindo uma trajetória marcada pelo compromisso, pela atenção às famílias e pelo carinho com a comunidade onde atuavam”, diz trecho da nota.



