A Justiça Eleitoral disponibilizará, a partir de domingo (16), o Pardal Móvel, aplicativo destinado ao recebimento de denúncias sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral durante as Eleições Gerais de 2026. A ferramenta, que foi apresentada nesta quinta-feira (13), pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), pode ser utilizada gratuitamente em smartphones e tablets, por meio das lojas Google Play e App Store.
O aplicativo é um importante instrumento de participação cidadã e permite que eleitoras e eleitores comuniquem à Justiça Eleitoral situações que considerem irregulares, além de possibilitar o acompanhamento das denúncias realizadas. O foco do Pardal Móvel é a propaganda eleitoral irregular, tanto na internet quanto em outros meios. Ao selecionar o tipo de propaganda, a própria ferramenta apresenta orientações sobre as regras aplicáveis e auxilia no registro da ocorrência.
Uma das inovações deste ano é a implementação de uma aplicação de Inteligência Artificial (IA) que fará a categorização das denúncias, no momento dos registros, conforme a natureza de cada uma. Dessa forma, a inovação irá auxiliar o trabalho de analistas da Justiça Eleitoral, que encaminharão as denúncias feitas aos órgãos responsáveis. Outra mudança é a interface do Pardal, que está mais intuitiva e com acesso facilitado ao cidadão e cidadã.
Durante entrevista coletiva à imprensa de apresentação da ferramenta, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, ressaltou a importância do Pardal como um instrumento de controle social. “É um canal que a Justiça Eleitoral tem com o cidadão, com o eleitor, é um importante canal de denúncia sobre todas aquelas condutas vedadas no âmbito da propaganda eleitoral. O diferencial para 2026 é a incorporação da Inteligência Artificial para fazer a categorização da denúncia que, depois, irá passar pela triagem da Ouvidoria Eleitoral, responsável pelo encaminhamento necessário”.
Presente no evento, a coordenadora do Gabinete da Propaganda do TRE-MT e ouvidora eleitoral, juíza Glenda Borges, manifestou a satisfação em apresentar o Pardal. “Trata-se de um importante instrumento de participação da sociedade no processo eleitoral. Por meio dela, eleitoras e eleitores podem comunicar à Justiça Eleitoral possíveis irregularidades relacionadas às eleições, contribuindo para que essas situações sejam conhecidas e, quando necessário, apuradas pelos órgãos competentes. A participação da sociedade é fundamental para a construção de eleições cada vez mais íntegras, transparentes e legítimas. A Ouvidoria Eleitoral está preparada para fazer o encaminhamento necessário”, assegurou.
Informações e evidências
A ferramenta foi apresentada pelo secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal, Leon dos Santos Filho, que orientou às pessoas denunciantes a reunirem o máximo possível de informações relacionadas ao fato. “É importante informar o que aconteceu, onde e quando ocorreu e, quando pertinente, quem está envolvido. Em casos relacionados a conteúdos publicados na internet, o endereço eletrônico é especialmente importante. Fotografias, vídeos, áudios e links também podem ser anexados ao registro. Informações objetivas e diretamente relacionadas ao fato contribuem para que a ocorrência seja analisada adequadamente pela Justiça Eleitoral”.
Para utilizar o sistema, é necessário que a pessoa usuária se identifique por meio do e-Título ou da identificação Gov.br. A exigência busca conferir segurança e credibilidade às informações apresentadas. Apesar da identificação, os dados da pessoa denunciante permanecem protegidos e não ficam expostos ao público ou à pessoa denunciada.
O procedimento é realizado diretamente pelo aplicativo. A pessoa começa descrevendo o ocorrido e, em seguida, uma ferramenta de inteligência artificial sugere uma categoria para a denúncia. Essa sugestão pode ser alterada pelo usuário. Depois, são apresentadas orientações específicas sobre o tipo de propaganda, os campos necessários são preenchidos e as evidências são anexadas. Após conferir as informações, a denúncia é enviada e o protocolo deve ser guardado para acompanhamento.
A utilização da inteligência artificial tem caráter de apoio ao preenchimento. A decisão de confirmar as informações e efetivamente enviar a denúncia permanece com a pessoa usuária. Da mesma forma, não é necessário que o cidadão ou cidadã faça um julgamento jurídico definitivo sobre a situação: cabe a ele relatar o fato, enquanto a análise e as providências competem às autoridades responsáveis.
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), destacou a participação do…
A Câmara Municipal de Cuiabá começou a analisar um projeto de lei apresentado pelo vereador…
Moradores do Jardim Araçá e do Tropical Ville conquistaram melhorias após demandas apresentadas pela presidente…
Uma mulher foi sequestrada, agredida e obrigada a fazer transferências via Pix durante uma ação…
Arodir Marcio Coene, de 54 anos, estava em uma motocicleta que bateu lateralmente com um…
Entre os locais com os maiores índices estão bairros das regiões Norte, Sul e Leste…