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Michelly Alencar cobra ações efetivas de enfrentamento ao feminicídio em Mato Grosso

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta terça-feira (18), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna para reforçar a necessidade de ações efetivas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher e aos casos de feminicídio em Mato Grosso.

A parlamentar defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher seja tratado com responsabilidade, conhecimento técnico e foco na efetividade das políticas públicas, sem utilização da pauta para fins eleitorais.

Durante o pronunciamento, Michelly citou casos recentes registrados em Cuiabá e no interior do Estado. Entre eles, está o assassinato de Ana Cristina Pacheco, de 20 anos, ocorrido em Cuiabá no dia 15 de agosto, na presença do filho de três anos.

A vereadora também chamou atenção para a atuação das forças de segurança no caso. Segundo informações apresentadas durante o pronunciamento, um subtenente da Polícia Militar teria mantido contato telefônico com o suspeito por aproximadamente oito minutos antes da prisão. Michelly defendeu o aprofundamento das investigações para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e eventual responsabilidade na condução do atendimento.

Outro caso citado foi o de Sirley Pereira Gomes, de 42 anos, morta a tiros em Vila Bela da Santíssima Trindade. A parlamentar também relembrou o duplo feminicídio das agentes de saúde Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e Claudinéia da Costa, de 46 anos, ocorrido em Poconé.

Ao abordar os índices estaduais, Michelly apresentou dados que apontam 47 feminicídios registrados em Mato Grosso em 2024, 53 em 2025 e 31 ocorrências em 2026 até agosto. Os números de 2024 e 2025 também constam em levantamentos oficiais sobre a violência de gênero no Estado. (AGER)

Diante do cenário, a vereadora defendeu o fortalecimento das políticas de prevenção e proteção às mulheres e cobrou medidas como o aumento do efetivo policial, o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, a ampliação do acesso ao botão do pânico, a expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e a capacitação contínua dos agentes de segurança para o atendimento humanizado às vítimas.

Michelly também destacou a importância da responsabilização dos autores de crimes de violência contra a mulher e da aplicação efetiva da legislação vigente.

“Precisamos sair do discurso e avançar para ações concretas. A mulher precisa ter segurança para denunciar, ser acolhida quando procurar ajuda e ter a garantia de que o Estado vai agir para protegê-la”, afirmou a vereadora.

O Noroeste

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