Um homem de 37 anos invadiu a casa da ex-mulher, de 36, a ameaçou de morte, a agrediu e a manteve em cárcere privado por mais de 40 minutos, na madrugada deste sábado (29), em Cuiabá. Dois dias antes, na quarta-feira (27), a mulher havia procurado a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, registrado um boletim de ocorrência contra o ex-marido e solicitado uma medida protetiva e um botão do pânico.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima contou à Polícia Militar que o ex-marido invadiu a casa dela, ameaçou matá-la com um tiro, pegou o celular dela e apertou seu pescoço. Ainda conforme o relato, o suspeito manteve a mulher presa dentro da casa por mais de 40 minutos.
A vítima conseguiu fugir quando o homem retirou um sofá que bloqueava a porta. Ela saiu da casa e pediu ajuda. Enquanto ligava para a polícia, o suspeito fugiu levando o celular dela.
A Polícia Militar fez buscas na região, mas não localizou o suspeito. A mulher foi levada ao Plantão de Atendimento de Violência Doméstica para registrar a ocorrência e receber atendimento.
Ainda segundo o boletim, a vítima informou que o ex-marido usa tornozeleira eletrônica. A polícia pediu ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) a localização do suspeito, mas foi informada de que o equipamento estava desligado.
O caso foi registrado como ameaça, roubo, sequestro e cárcere privado e lesão corporal.
O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
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