Deputado vê Wellington sem experiência de gestão e diz que Jayme daria mais trabalho a Pivetta I MT

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil), avalia que a saída do senador Jayme Campos (União Brasil) da disputa pelo Governo de Mato Grosso acabou favorecendo diretamente o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Defensor da candidatura de Jayme dentro do União Brasil, Dilmar afirmou que já percebe uma migração de apoios para Pivetta após o partido decidir não lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Na avaliação do deputado, o cenário ficou menos complicado para o governador sem a presença de Jayme na disputa. “Com essa saída do Jayme, bastante gente foi para o Pivetta”, afirmou.

Dilmar citou municípios do interior onde, segundo ele, a mudança já pode ser percebida. Entre os exemplos estão Matupá e Sinop, onde o deputado afirma ter observado crescimento de Pivetta nas articulações e na preferência eleitoral.

Para o parlamentar, o desempenho do governador também contribui para a ampliação dos apoios. “É pelo trabalho prestado. Pelo trabalho que tem do governo”, declarou.

Ao comparar os possíveis cenários eleitorais, Dilmar foi enfático ao afirmar que Pivetta enfrentaria uma disputa muito mais difícil caso Jayme tivesse decidido concorrer ao Governo. “Se fosse com o Jayme, ia ser uma disputa terrível”, afirmou.

A declaração reforça a avaliação de que a retirada do senador alterou significativamente o cenário da sucessão estadual. Jayme deixou de disputar o Governo após o União Brasil decidir, em convenção, não lançar candidatura própria ao cargo.

Dilmar havia sido um dos principais defensores da candidatura do senador dentro da sigla, mas acabou passando a apoiar Pivetta após a definição partidária.

Com Jayme fora da disputa, o principal adversário de Pivetta passa a ser o senador Wellington Fagundes (PL). Na avaliação de Dilmar, o governador leva vantagem justamente por possuir experiência administrativa. “É questão de gestão, de compromisso, de seriedade na gestão. Foi gestor, é gestor”, afirmou.

O deputado também fez uma crítica direta à trajetória de Wellington e afirmou que falta ao senador experiência para administrar o Estado. “Falta experiência ao Wellington”, declarou.

Dilmar destacou que a trajetória do candidato do PL foi construída principalmente no Legislativo, com seis mandatos no Congresso Nacional, e afirmou não enxergar no currículo do senador uma experiência de gestão comparável à de Pivetta. “Não tem nada que comprove de gestão. A vida dele toda foi parlamentar”, disse.

Para reforçar a comparação, Dilmar questionou qual perfil o eleitor escolheria para comandar uma empresa, fazendo uma analogia com a disputa pelo Governo. “Você contrataria um bom gerente para cuidar da sua empresa ou uma pessoa que não tenha a qualificação necessária?”, questionou.

 

O Noroeste

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