Segurar os preços dos combustíveis e proteger o bolso do consumidor brasileiro contra os reflexos da crise geopolítica no Oriente Médio vai custar caro aos cofres públicos. O novo pacote de medidas anunciado pelo governo federal terá um custo mensal estimado em R$ 7 bilhões, valor que engloba o corte de impostos para a gasolina e o etanol, além do subsídio direto pago ao óleo diesel.
Com a disparada do barril do petróleo Brent acima dos US$ 101 no mercado internacional, a estratégia da equipe econômica busca criar uma blindagem temporária para conter a inflação interna.
O montante mensal de R$ 7 bilhões anunciado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento está distribuído entre renúncia fiscal e desembolso direto para cobrir o desconto nas bombas:
Somando o novo pacote às medidas que já estavam em vigor, como a subvenção do diesel que vence no final do mês, a fatura paga pelo governo para conter os preços atinge R$ 12,5 bilhões somente em setembro.
O esforço financeiro já vinha pesando nos cofres da União ao longo de todo o ano. Entre março e agosto, o país gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com ações de controle de preços. Com o novo pacote, o impacto total acumulado em 2026 salta para R$ 37,5 bilhões.
O Palácio do Planalto reforça que a intervenção é necessária devido à volatilidade extrema no exterior. De acordo com o governo, a política de contenção tem surtido efeito prático no comparativo global: enquanto o diesel recuou 6% no mercado brasileiro durante o período de conflito, no mercado europeu, como na Alemanha, o combustível registrou alta de 25%.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil
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