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Serralheiro é preso por suspeita de envolvimento no desaparecimento de professor em MT

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Um serralheiro identificado apenas como Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido pelo apelido de “Bigode”, de 26 anos, foi preso nesta quinta-feira (8), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, por suspeita de envolvimento no desaparecimento do professor Breno Antonio Humberto de Morais, de 25 anos, em Várzea Grande, região metropolitana da capital. O suspeito foi localizado na região do Manso durante diligências e teve o mandado de prisão cumprido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Breno desapareceu no dia 25 de setembro. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, identificar outros possíveis envolvidos e localizar o corpo do professor.

Segundo a defesa de Elias, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, Elias já havia comparecido à delegacia na última sexta-feira (2) para prestar esclarecimentos. Segundo ele, a prisão foi uma surpresa.

“Ele alega que é inocente, só conhecia o professor porque o filho do Elias estuda onde o Breno dá aula”, explicou.

Até a última atualização desta reportagem, o advogado ainda não havia conversado com Elias.

O caso é investigado sob a responsabilidade do delegado Bruno Sergio Magalhães Abreu. Segundo a Polícia Civil, novas informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações.

O caso segue em investigação.

Entenda o caso

Breno Antonio Humberto de Morais está desaparecido desde a noite de sábado (25). — Foto: Reprodução

Segundo a família de Breno, ele teria dito que estava saindo e que voltava logo depois, mas não retornou para casa nem voltou a fazer contato. O irmão gêmeo da vítima, Bruno Humberto, disse que recebeu mensagens do celular do irmão, mas a forma como os textos foram escritos chamou a atenção da família, que pediu uma foto para confirmar que o professor estava bem. No entanto, a imagem enviada também levantou suspeitas, pois as tatuagens que Breno possui no braço não apareceram na foto.

“Essa pessoa começou a se passar pelo Breno. Eu sei como ele escreve e achei muito estranho. Pedi uma foto só fazendo um ‘joia’ para a gente entender que ele estava bem. Ele mandou uma outra foto que eu considero que seja até inteligência artificial”, disse.

Outro detalhe que chamou a atenção da família foi a camiseta que Breno usava na foto. Segundo os familiares, a roupa era diferente da que ele vestia quando saiu de casa.

Professor desaparecido pegou carona em moto antes de perder contato com a família em MT

Segundo Bruno, câmeras de segurança registraram o momento que Breno subiu em uma moto sem placa e deixou o local. Depois disso, ele tentou localizar o irmão pelo rastreador do celular, mas o aparelho foi desligado antes que pudessem identificar a localização.

“Tentei acessar o WhatsApp dele pelo notebook, mas a pessoa deslogou. Tentei entrar no iCloud dele. Pelo e-mail, consegui acessar Instagram dele e o banco, mas não havia movimentações”, relatou.

 

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