O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou que quatro deputados estaduais o procuraram interessados em uma vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por conta de uma possível aposentadoria do conselheiro Waldir Júlio Teis.
Segundo Max, ele foi procurado pelos deputados Júlio Campos (União) e Eduardo Botelho (MDB), que não foram reeleitos para a próxima legislatura, além de Carlos Avallone (PSDB) e Dilmar Dal’Bosco (União).
“Eu fui procurado por alguns deputados: Júlio Campos, Botelho, Avallone e Dilmar. Alguns deputados procuraram e ouviram essa conversa e tinham interesse nessa participação”, disse.
O presidente, no entanto, afirmou que não houve nenhum debate, articulação, ou oficialização da possibilidade de abertura da chamada “cadeira dos sonhos”.
“Particularmente, dentro da Assembleia não chegou nenhum documento, não chegou nada. Então, ficou só nessa conversa de bastidores, mas não chegou a se efetivar”, acrescentou.
Durante a sessão do tribunal de terça-feira (13), Teis revelou que chegou a levantar a possibilidade, mas pensou melhor e desistiu da eventual saída antecipada. “Houve muito burburinho. E, para que as pessoas parem de especular, porque acaba virando muita conversa, quero dizer que eu não vou me aposentar. Vou continuar”, afirmou o conselheiro na sessão.
Teis completa 75 anos em 21 de outubro de 2028, quando deverá deixar o cargo por aposentadoria compulsória, ao atingir o limite de idade previsto na Constituição.
“Não foi a primeira vez”
O presidente do Legislativo afirmou que já houve conversas sobre a possibilidade de abertura de uma vaga na Corte de Contas, mas que, com o pronunciamento público de Teis, os “burburinhos” devem acabar.
“É ele que define, ele que decide, que assina. Já teve essa conversa em outros momentos, não foi a primeira vez. E até você tomar uma decisão de uma aposentadoria não é uma decisão fácil, é difícil. É o encerramento de uma carreira, de um cargo importante, um órgão importante. Várias coisas devem pesar nessa decisão”, disse.
Max, no entanto, disse que caso a vaga fosse aberta, a escolha seria discutida pelos deputados, como ocorreu na indicação do então parlamentar Guilherme Maluf para o tribunal.
“Essa vaga passaria pela Assembleia, pela escolha dos deputados, e seria debatida da mesma forma que foi debatido lá atrás, quando o deputado, hoje conselheiro, Guilherme Maluf disputou”, afirmou.
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