Fazendeiro suspeito de matar policial civil é preso em propriedade rural em Mato Grosso

A Polícia Civil prendeu, no fim da tarde dessa segunda-feira (26.10), um homem, de 59 anos, investigado pelo homicídio do policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, ocorrido no domingo (25) em Campo Novo do Parecis.

O crime ocorreu na noite de domingo em um bar localizado na Avenida Brasil, na região central do município. Conforme a investigação, o suspeito teria passado em frente ao estabelecimento e, após uma discussão, efetuado os disparos contra os frequentadores.

A Polícia Civil apura se o ataque foi motivado por divergências políticas relacionadas ao segundo turno das eleições. Segundo Kaiper, testemunhas foram ouvidas, mas as circunstâncias e a motivação do crime ainda precisam ser esclarecidas.

Ele foi localizado em uma propriedade rural a 170 KM de Campo Novo do Parecis, pertencente a um dos irmãos do suspeito, que estava escondido em uma área de mata do local.

Equipes da Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) estavam entrevistando um caseiro da propriedade quando o suspeito chegou com sua caminhonete, uma Toyota Hilux prata, e foi preso. Ele não resistiu à prisão.

A arma utilizada no crime também foi localizada na mata em que ele estava escondido, uma pistola calibre .9mm, com apenas 3 munições.

“O que indica que ele deflagrou as demais munições na hora do fato”, disse o delegado Guilherme Kaiper Cruz de Faria, responsável pela investigação do caso.

O suspeito foi preso devido a um mandado de prisão temporária deferido pela Justiça após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público Estadual.

Segundo o delegado Guilherme Kaiper, ele será investigado por homicídio doloso qualificado, pela morte do investigador Emilson Ormond Souza, e homicídio doloso tentado de, ao menos, três outras vítimas (até o momento identificadas), sendo que duas foram atingidas por tiros de raspão.

O investigado foi encaminhado para a Delegacia de Campo Novo do Parecis, onde passará por interrogatório. O inquérito deverá ser concluído em 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias.

O Noroeste

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