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Abílio lamenta suspensão de aulas na quinta-feira e promete mudanças em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), usou as redes sociais para criticar a decisão de algumas escolas e creches da rede municipal de ensino que suspenderam as aulas nesta quinta-feira (17), véspera do feriado da Sexta-feira Santa. Para o gestor, a medida pegou os pais de surpresa e causou transtornos às famílias, já que a data não está prevista como feriado ou ponto facultativo.

“Não é feriado, não é ponto facultativo, mas mesmo assim algumas escolas optaram por não ter aula. E o pior é que a Secretaria Municipal de Educação aprovou o calendário escolar desse jeito”, afirmou o prefeito, visivelmente irritado. A publicação rapidamente viralizou e gerou debate nas redes sociais, dividindo opiniões entre internautas.

Abílio argumentou que a folga foi incluída no calendário letivo aprovado ainda na gestão anterior, e destacou que parte dos diretores escolares tomou a decisão antes da troca de comando nas unidades, ocorrida durante a transição de governo. “Aproveitaram esse momento de transição, antes da substituição dos diretores, e reforçaram a folga com base no conselho escolar. Agora a gente vê as consequências”, disse.

O prefeito também criticou o fato de alguns servidores terem comprado passagens para viajar no dia 17, mesmo sem que houvesse previsão oficial de folga, o que, segundo ele, pode resultar até em medidas judiciais. “Isso pode até ser judicializado. Não é justo o pai ter que trabalhar e não ter com quem deixar o filho porque a escola decidiu não funcionar sem base legal.”

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), os calendários escolares são de responsabilidade das próprias escolas e devem cumprir, no mínimo, 800 horas de aula distribuídas em 200 dias letivos. No entanto, a crítica do prefeito se concentra na falta de alinhamento com a administração municipal e na ausência de comunicação com a comunidade escolar.

Por fim, Abílio garantiu que vai rever o calendário para o próximo ano e tomar providências para evitar situações semelhantes. “Vamos mudar isso. No ano que vem, não vai mais acontecer. Se for preciso, vamos acionar a Justiça em defesa dos pais e das crianças. O mínimo que se espera é previsibilidade no funcionamento das escolas”, concluiu.

O Noroeste

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