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Senador de MT critica omissão de Lula no caso da fraude bilionária do INSS I MT

O senador Wellington Fagundes (PL) denunciou a suposta omissão do governo federal diante do escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que desviou aposentadorias e benefícios de milhares de brasileiros. Segundo o parlamentar, o que mais incomodou o governo não foi o roubo em si, mas sim o posicionamento de um ministro a favor da abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

“O que desagrada a eles não é o fato de que roubaram os nossos aposentados, e sim que o ministro não defendeu eles direito”, afirmou Fagundes. “Sabem que, se investigar, vamos chegar ao fato de que eles roubaram nossos aposentados”.

A fala do senador se refere ao recente esquema de fraudes contra o INSS, revelado em uma operação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações, iniciadas no final de 2024 e intensificadas neste ano, identificaram uma quadrilha composta por servidores públicos e intermediários externos que criavam aposentadorias fraudulentas, desviando milhões de reais dos cofres públicos.

A operação — batizada de “Falso Benefício” — identificou a emissão de benefícios inexistentes, falsificação de documentos e pagamento a pessoas já falecidas, com o envolvimento de servidores dentro do próprio INSS. Estima-se que os prejuízos ultrapassem R$ 300 milhões. A ação levou à prisão de diversos suspeitos e ao afastamento de funcionários envolvidos.

Wellington Fagundes defende a instalação imediata da CPMI para investigar o caso e apurar responsabilidades, inclusive dentro da alta cúpula do governo. Ele criticou a tentativa de setores do Executivo de esvaziar a mobilização parlamentar em torno do tema.

“Fiquem tranquilos, ainda vamos desagradar muito mais esse governo. Vamos até o fim para descobrir quem roubou os idosos”, disse. “Não é só um crime contra o erário. É um crime contra quem mais precisa: os idosos, que trabalharam a vida inteira e dependem dessa renda para sobreviver”, concluiu.

O Noroeste

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