O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou nesta terça-feira (17) que pretende destinar R$ 1,2 milhão em emendas parlamentares para ampliar o programa municipal de tratamento contra obesidade grave, idealizado pela vereadora Michelly Alencar (União Brasil). O recurso deverá dobrar o número de pacientes atendidos com o medicamento Mounjaro, utilizado em casos de obesidade grau 2 e 3.
A proposta da vereadora, divulgada na semana passada, prevê investimento inicial de R$ 1,2 milhão com recursos próprios do Legislativo para custear a compra do remédio e o acompanhamento de 300 pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a contrapartida prometida por Abilio, o montante total do programa poderá alcançar R$ 2,4 milhões, permitindo, segundo o prefeito, que até mil pessoas sejam beneficiadas.
“É uma iniciativa importante e que precisa ser fortalecida. A obesidade é um problema de saúde pública e o SUS precisa estar preparado para oferecer esse tipo de tratamento. Se a Michelly destina R$ 1,2 milhão, nós vamos somar o mesmo valor, chegando a R$ 2,4 milhões para esse atendimento”, declarou o prefeito.
Durante a entrevista, Abilio também defendeu que a oferta de medicamentos como o Mounjaro seja incorporada de forma permanente ao SUS, para que os pacientes não dependam exclusivamente de emendas parlamentares. “Não é justo que apenas quem tem dinheiro tenha acesso a esse tratamento. O SUS precisa garantir isso à população”, afirmou.
O prefeito compartilhou ainda sua experiência pessoal com o uso do remédio. Segundo ele, o tratamento já resultou na perda de 15 quilos e tem colaborado no controle da hipertensão e de outros problemas de saúde. “Minha qualidade de vida melhorou muito. Isso mostra como o acesso a esse tipo de medicamento pode fazer a diferença na vida das pessoas”, relatou.
Abilio também fez um apelo para que outros parlamentares contribuam com o programa, destinando emendas para ampliar ainda mais o número de pacientes contemplados.
O projeto, considerado piloto, está sendo estruturado para oferecer, além do medicamento, suporte com equipe multidisciplinar — incluindo nutricionistas, psicólogos e educadores físicos. A expectativa é de que o atendimento comece nos próximos meses, com foco exclusivo em usuários do SUS.
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