A Prefeitura de Cuiabá vai encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei para parcelar cerca de R$ 723 milhões em dívidas acumuladas pela gestão anterior. O valor engloba consignados, despesas sem empenho e restos a pagar, como débitos com fornecedores, INSS e FGTS.
De acordo com o secretário de Fazenda, Marcelo Bussiki, o texto já está pronto e será analisado pelo Comitê de Governança e Gestão Fiscal antes de seguir para votação no Legislativo.
“Será encaminhado um projeto de lei para parcelar os consignados, despesas que estavam sem empenho, despesas inscritas em restos a pagar, entre elas, dívidas com fornecedores e também com INSS, FGTS, que chegarão nesse montante aí de R$ 723 milhões”, afirmou Bussiki.
Segundo ele, o objetivo é regularizar os débitos e restabelecer a confiança do mercado na atual gestão. “A gente quer organizar uma forma de pagamento para regularização da questão previdenciária e também em relação aos fornecedores que prestaram serviços e não receberam. A gente quer recuperar essa credibilidade da Prefeitura”, declarou.
A proposta será apresentada nesta segunda-feira (14), durante a reunião em que o prefeito Abilio Brunini fará o balanço dos seis primeiros meses de gestão. No encontro, também serão abordados o fim do Decreto de Calamidade Financeira e os projetos considerados essenciais para o reequilíbrio econômico da capital.
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