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Polícia procura família suspeita de aplicar golpes imobiliários em MT e outros 5 estados

Um grupo criminoso é suspeito de aplicar golpes contra pessoas interessadas em comprar imóveis e fazer vítimas no Brasil todo. Segundo as investigações, o grupo atuava principalmente nos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Amapá e Santa Catarina.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha era formada por membros de uma mesma família e movimentava cerca de R$ 1 milhão por mês.

Lucas Gabriel Uliano, apontado como o falso corretor de imóveis, foi preso. Já a ex-mulher dele, Ayla Tamires Soares Cruz, o irmão Claudiomiro Uliano Júnior e a esposa de Claudiomiro, Juliane Vitória Cruz Braga, estão foragidos.

A reportagem tenta contato com a defesa dos citados na investigação.

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, o grupo utilizava o nome de empresas consolidadas para aplicar o “golpe do falso consórcio”. As vítimas eram atraídas por anúncios falsos na internet, assinavam contratos e entregavam valores como suposta entrada de um financiamento.

Em Cuiabá, mais de 100 pessoas relataram ter perdido dinheiro para o esquema. Os criminosos alugavam salas comerciais e montavam uma estrutura para se passar por representantes da Caixa Econômica Federal e de empresas consolidadas no mercado.

“Juntei nove mil reais achando que estava financiando uma casa… mas era um golpe. Foi muito doloroso perder tudo assim”, contou Gonçalina de Andrade, técnica de enfermagem que caiu no esquema.

De acordo com o delegado Rogério Ferreira, os criminosos contratavam consórcios em nome das vítimas, sem que elas soubessem.

“O jurídico do Banco Caixa já informou à Polícia Civil que essas empresas nunca foram representantes, nunca possuíram nenhum tipo de vínculo com a Caixa, e classificou a ação desses suspeitos como parasitária” explicou.

Após receber os valores, os golpistas continuavam enganando os clientes, alegando que os imóveis já haviam sido vendidos, mas que o dinheiro seria liberado em até 90 dias.

A Polícia Civil informou que o advogado de defesa dos procurados deixou o caso e que, até o momento, não há um novo representante legal.

As investigações seguem em andamento para localizar e prender os demais envolvidos.

O Noroeste

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