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Operação contra facção prende pessoas suspeitas de extorquir comerciantes em MT

Sete pessoas foram presas suspeitas de integrar uma facção criminosa responsável por extorquir comerciantes, durante a Operação Scutum Viperae, da Polícia Civil, cumprida na manhã desta terça-feira (23), em Campo Verde, Jangada e Acorizal.

Ao todo, foram cumpridos 30 mandados judiciais, sendo 12 de busca e apreensão domiciliar, sete de prisão preventiva e 11 de bloqueio de bens, expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados atuavam na prática de diversos crimes, entre eles tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro, tortura e extorsão. O grupo exigia de comerciantes pagamentos mensais que variavam entre R$ 100 e R$ 600, sob o pretexto de oferecer proteção.

As investigações começaram em março deste ano, após a apreensão de comprovantes de transferências via PIX e depósitos em dinheiro feitos por comerciantes a contas ligadas aos suspeitos. O valor, segundo a polícia, era repassado rapidamente para contas de mulheres ligadas aos líderes da organização.

Segundo o delegado de Campo Verde, Philipe de Paula da Silva Pinho, o valor total bloqueado judicialmente é de aproximadamente R$ 3 milhões, cerca de R$ 277 mil por medida cautelar. O montante corresponde à movimentação financeira do grupo entre janeiro e março de 2025.

A polícia apurou ainda que os criminosos também praticavam tráfico de drogas de forma estruturada, com divisão de tarefas. Os investigados atuavam no armazenamento, transporte e distribuição de entorpecentes, além de aplicar punições a traficantes devedores.

Conforme a investigação, em apenas nove dias, o grupo conseguiu arrecadar cerca de R$ 20 mil em dinheiro com as extorsões. Os pagamentos eram cobrados presencialmente ou por meio de mensagens, sob ameaças veladas de violência contra as vítimas e seus estabelecimentos.

Em um dos casos, registrado no dia 1º de março, uma vítima foi rendida por um dos criminosos e levada a um ponto de venda de drogas onde foi submetida a tortura física e psicológica, sendo forçada a admitir que estava errada por não realizar os pagamentos exigidos.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Campo Verde, com apoio das Diretorias da Polícia Civil do Interior, Atividades Especiais e da Delegacia Regional de Primavera do Leste. O nome da operação, Scutum Viperae, significa “Escudo de Víbora”, em latim.

O grupo chegou a arrecadar cerca de R$ 20 mil em nove dias — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

O Noroeste

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