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Quatro aldeias indígenas de MT são alvos de operação contra exploração sexual de crianças e adolescentes

As aldeias Manduca, Inajá, Primavera e Figueira em Comodoro, a 639 km de Cuiabá, foram alvos da Operação Scutum Innocentiae nesta segunda-feira (13) contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Ao menos cinco indígenas são investigados.

A polícia apura os crimes de estupro de vulnerável, envio de pornografia a menores e aliciamento por meio das redes sociais.

A reportagem procurou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A presidente da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (FepoiMT), Eliane Xunakalo, disse que monitora a situação e espera que os envolvidos sejam responsabilizados.

“Monitoramos a situação e sabemos que o garimpo traz isso, que envolve esse tipo de ameaça. Esperamos que o caso seja investigado e os responsáveis sejam punidos. Sabemos que isso precisa ser monitorado e esperamos que tenha um desdobramento”, afirmou.

Quatro aldeias indígenas de MT são alvos de operação contra exploração sexual de crianças

A região abriga a Terra Indígena Nambikwara que convive com um garimpo ilegal. No ano passado, uma escavadeira hidráulica foi apreendida e outras quatro foram destruídas. Na ocasião, os policiais ainda flagraram caminhões e tratores usados para desmatar a área.

A investigação

Segundo a polícia, a investigação começou em agosto deste ano após duas adolescentes, de 13 anos, serem encontradas na BR-174, perto das aldeias, em situação de abandono.

As vítimas moram na cidade de Comodoro e estavam sendo aliciadas, submetidas a atos e abusos sexuais pelos investigados, que são indígenas.

No celular das vítimas, os policiais encontraram conversas explícitas em redes sociais, em que os suspeitos combinavam encontros, pediam imagens íntimas e mantinham diálogos de teor sexual.

O delegado da Polícia Civil responsável pelo caso Mateus Almeida Oliveira Reiners disse que a investigação descobriu uma rede de criminosos e que há mais envolvidos no crime.

“Descobrimos uma rede de criminosos que estariam enviando pornografia às adolescentes e falando de assuntos maliciosos, e configurando até crime de estupro de vulnerável. Identificamos cinco suspeitos, que combinavam encontros com as menores. Há mais suspeitos envolvidos”, afirmou.

Na operação, os suspeitos foram levados até a delegacia, onde foram ouvidos e tiveram os celulares apreendidos. A Polícia Civil investiga o caso.

O Noroeste

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