Categories: Featured

STF anula sentença que derrubava lei ambiental de MT e permite produção agrícola de 700 famílias

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a sentença que derrubou a norma que garantia a permanência de mais de 700 famílias em áreas produtivas nas cabeceiras do Rio Cuiabá. O entendimento foi firmado pelo ministro Cristiano Zanin após o julgamento das Reclamações Constitucionais apresentadas pelo Governo de Mato Grosso e pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

medida tem impacto direto para famílias que vivem da agricultura de subsistência nos municípios de:

  • Chapada dos Guimarães
  • Nobres
  • Nova Brasilândia
  • Rosário Oeste
  • Santa Rita do Trivelato

 

produção estava paralisada após a Justiça Federal suspender uma lei estadual que permitia o uso produtivo de áreas na APA Cabeceiras do Rio Cuiabá. Com a anulação da sentença, a norma volta a valer, e as atividades agrícolas podem ser retomadas.

Segundo o senador Jayme Campos (União Brasil), que se reuniu com Zanin para pedir celeridade no julgamento, a decisão garante segurança jurídica e sustento a centenas de pequenos produtores que estavam ameaçados de remoção por conta da sentença anterior.

O Ministério Público Federal entrou com uma Ação Civil Pública questionando a constitucionalidade da lei estadual que autorizava desmatamentos na APA Cabeceiras do Rio Cuiabá. A Justiça Federal anulou a lei em primeira instância. A Procuradoria do Estado e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso consideraram que essa decisão ultrapassou a competência da Justiça ao fazer controle abstrato de constitucionalidade, que é exclusivo do STF.

Na decisão, Zanin reconheceu que, embora seja possível discutir a constitucionalidade de leis em ações civis públicas de forma incidental, o juiz ultrapassou os limites ao tratar a inconstitucionalidade como pedido central da ação. Para o ministro, isso equiparou a ACP a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), o que é vedado fora do STF e dos Tribunais de Justiça.

A anulação da sentença encerra a Ação Civil Pública. Estudos da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) mostram que a suspensão da lei poderia causar perda de R$ 480 milhões na produção de soja e milho, além de uma queda de R$ 17 milhões anuais na arrecadação de ICMS e Fethab para o estado.

O Noroeste

Recent Posts

VÍDEO mostra PF chegando em fazenda que guardava combustível para abastecer garimpo ilegal em Sararé (MT)

Dois suspeitos de chefiar o grupo foram presos de forma preventiva, e um deles está…

10 horas ago

Requerida por Max, câmara temática vai reconhecer atuação de professores da educação infantil

CST discutirá, em 180 dias, a integração entre cuidado e educação e novos encaminhamentos A…

10 horas ago

Jayme Campos critica modelo de pedágio que pune produtores e encarece alimentos no país I MT

Durante reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado, o senador Jayme Campos (União-MT) fez um…

10 horas ago

Filho de vereadora sofre traumatismo após acidente de carro e motorista é preso I MT

O estudante de Medicina Kelvin Figueiredo Sousa Silva, de 23 anos, está internado em estado…

10 horas ago

PSDB anuncia novas filiações e projeta eleger ao menos tres deputados estaduais I MT

Em solenidade no seu gabinete, na Assembleia Legislativa, o presidente do PSDB de Mato Grosso,…

10 horas ago

“Ações do Governo de MT fortalecem a economia e atendem diretamente a população”, afirma prefeito

O prefeito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari, destacou, nesta terça-feira (24) que a parceria com…

10 horas ago