Governador; “Estão reclamando de barriga cheia”, após deputados criticarem demora em emendas I MT

O governador Mauro Mendes (União Brasil) rebateu as críticas de deputados estaduais sobre a suposta demora no pagamento das emendas parlamentares e afirmou que os recursos vêm sendo repassados regularmente. Segundo ele, os parlamentares de Mato Grosso recebem valores muito acima da média nacional e não têm motivos para reclamar.

“Tem estado em que deputado tem R$ 3 milhões, R$ 4 milhões por ano em emendas. Aqui em Mato Grosso estamos chegando a R$ 25 milhões. Então, estão reclamando de barriga cheia”, afirmou Mendes durante entrevista nesta quinta-feira (17).

As declarações foram uma resposta às cobranças feitas pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), que alertou que o governo tem até dezembro de 2025 para empenhar todas as emendas. Russi chegou a mencionar que, se o prazo não for cumprido, a Casa poderá acionar a Procuradoria do Legislativo para adotar medidas judiciais.

Mendes, no entanto, minimizou as críticas e defendeu o cronograma adotado pela Casa Civil para o pagamento das emendas. De acordo com ele, a maioria dos repasses já foi executada e as pendências restantes serão quitadas até o fim do ano.

“Temos um cronograma e ele vem sendo seguido. A grande parte das emendas que os deputados priorizaram, inclusive para festas, já foi paga. Até o final do ano, todas as demais também serão liberadas”, disse o governador.

O chefe do Executivo ressaltou ainda que Mato Grosso vive um momento de estabilidade financeira e de investimentos sem precedentes. “Podem revirar a história de Mato Grosso de trás pra frente, não vão encontrar um período com tantos resultados e tanto investimento como agora. Críticas são normais, o que não dá é para desconsiderar o que estamos entregando”, completou.

Nas últimas semanas, Mauro Mendes tem sido alvo de críticas não apenas da oposição, mas também de deputados que integram sua base de apoio. O governador, contudo, demonstrou tranquilidade com o desgaste político e afirmou que a divergência faz parte do processo democrático. “Críticas e observações são normais. Desde que tenham fundamento, a gente escuta. O que não dá é para distorcer a realidade”, concluiu.

O Noroeste

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