Categories: Featured

STJ tranca inquérito por suposto esquema de desvio de R$ 100 milhões na Saúde de Cuiabá

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu recurso do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, e determinou o trancamento do inquérito policial instaurado a partir da Operação Curare, que investigava um suposto esquema de fraudes na Pasta durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).

A decisão foi tomada em sessão realizada na quinta-feira (16). Os ministros seguiram por unanimidade o voto do relator, ministro Og Fernandes.

Deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2021, a primeira fase da Operação Curare apurava o desvio de recursos públicos na contratação de empresas para prestação de serviços em leitos de enfermaria e de UTI destinados ao tratamento da Covid-19. Segundo as investigações, os pagamentos às empresas investigadas ultrapassaram R$ 100 milhões.

No recurso, a defesa argumentou que, passados mais de quatro anos desde o início da operação, o ex-secretário nunca chegou a ser indiciado. Sustentou ainda a ausência de justa causa para a continuidade das investigações e pediu o trancamento do inquérito.

Ao acolher o pedido, o ministro Og Fernandes ressaltou que o prolongamento das investigações, sem conclusão e fora do prazo legal, viola princípios constitucionais. “O prolongamento do inquérito por mais de quatro anos e seis meses, sem a apresentação de relatório final e com descumprimento de prazo judicial, configura constrangimento ilegal, por violar os princípios da razoabilidade e da duração razoável do processo”, afirmou o relator.

Ele acrescentou ainda que a complexidade dos fatos investigados, por si só, não justifica a manutenção do inquérito. “Sobretudo diante da inércia na realização de diligências pendentes há mais de um ano, sem justificativa plausível, impõe-se o trancamento do procedimento investigatório”, completou o ministro.

A operação

Segundo a investigação, o esquema consistia na contratação de empresas, de um mesmo grupo, por meio de contratos com inúmeras ilegalidades, incluindo sobrepreço.

O grupo atuava no gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19.

Entretanto, as contratações emergenciais abarcavam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc.

Conforme a PF, os pagamentos ao grupo superaram R$ 100 milhões entre os anos de 2019 a 2021.

Eles mantiveram-se à frente dos serviços públicos, de acordo com a  mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas no ramo da saúde.

O Noroeste

Recent Posts

Cuiabá atinge recorde de calor e se torna capital brasileira mais quente em 2026

Temperatura foi registrada neste domingo (30), segundo o Inmet, e supera os 40,8°C registrados no…

15 minutos ago

Comércio de Cuiabá e Várzea Grande poderá funcionar no feriado de 7 de setembro

O comércio em geral de Cuiabá e Várzea Grande está autorizado a funcionar normalmente no…

19 minutos ago

Pivetta e Gisela encerram Agosto Lilás com agenda que une proteção e presença feminina no poder

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e sua candidata a vice, Gisela Simona (União Progressista), encerram…

22 minutos ago

MT e mais dois estados são condenados em R$ 893 milhões por devastações na Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) obteve, desde agosto de 2023, um total de R$ 893…

22 minutos ago

Motorista morre após carro bater contra carreta e capotar na BR-163 em MT

Francisco Chagas, de 42 anos, morreu ainda no local do acidente. O condutor da carreta…

25 minutos ago

Prefeitura recebe 98 câmeras do Vigia Mais MT para reforçar segurança no Mercado do Porto

A Prefeitura de Cuiabá recebeu, na manhã de sexta-feira (28), na Secretaria de Estado de…

28 minutos ago