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Operação de MT mira grupo que aplicava golpes e fraudes digitais em nove estados

Um grupo especializado em golpes e fraudes digitais foi alvo da Operação Código Seguro, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta terça-feira (21).

A ação cumpre 48 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá em nove estados do país, incluindo as cidades de São Paulo (SP), Francisco Alves (PR), Fortaleza (CE), Riachão (MA), Cabo Frio (RJ), Jaraguá do Sul (SC), Lauro de Freitas e Apuarema (BA), Manaus (AM) e Coronel Murta (MG).

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em 2023, após a identificação de acessos indevidos a sistemas policiais por meio de senhas vazadas.

Ainda de acordo com a polícia, o grupo manipulava informações técnicas de carros, que eram obtidas de forma ilegal por meio a sistemas governamentais restritos, para obter dados confidenciais de chassis, motores e placas de veículos.

Entre as ordens judiciais estão sete mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, 15 de afastamento telemático, três retiradas de sites do ar, sete remoções de canais do Telegram, uma exclusão de grupo do WhatsApp e o sequestro de valores que somam mais de R$ 5,9 milhões.

Como o grupo atuava

 

A ação cumpre 48 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá em nove estados do país — Foto: Reprodução

De acordo com a Polícia Civil, o propósito da coleta indevida de dados era “esquentar” veículos furtados ou roubados, adulterando os sinais identificadores para simular uma situação de regularidade e facilitar a reinserção desses automóveis no mercado.

Com o avanço das investigações, foi possível identificar que a rede criminosa também atuava em diversos outros tipos de fraudes virtuais, como clonagem de cartões de crédito e comércio ilegal de dados. As atividades eram operadas por meio de sites vinculados ao grupo, além de canais no Telegram e grupos de WhatsApp.

As apurações ainda revelaram o uso de plataformas de apostas esportivas e corretoras de criptomoedas para lavar o dinheiro obtido com os crimes, simulando ganhos lícitos.

O esquema também envolvia fraudes contra serviços específicos, como aplicativos de transporte e empresas de recarga de celular, nas quais cartões clonados ou gerados eram utilizados para obter serviços de forma indevida.

O Noroeste

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