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Preço dos ovos cai em outubro e atinge menor nível do ano, aponta Cepea


O crescente número de grandes eventos musicais tem impulsionado uma atividade frequentemente à margem da economia formal: vendedores autônomos que montam barracas em frente a shows, oferecendo de comidas e bebidas a acessórios de fãs. Esse tipo de comércio “paralelo”, embora raramente mensurado de forma sistemática, surge como uma resposta rápida à demanda do público e demanda atenção para regulação, impacto econômico e direito do consumidor.

A comercialização de itens personalizados  camisetas, bonés, lightsticks, pôsteres e colecionáveis durante shows de artistas famosos está se consolidando como uma importante fonte de receita e de engajamento de fãs. Diversas pesquisas apontam para fatores que impulsionam esse comportamento de consumo, bem como para os desafios e oportunidades desse mercado.

Estima-se que as vendas de merchandise em eventos de música ao vivo alcancem aproximadamente US$ 1,5 bilhão globalmente em 2023, com um crescimento anual de cerca de 10%.

  • Um estudo sobre fãs de K-Pop, por exemplo, indica que o fanatismo exerce influência significativa sobre a decisão de compra de merchandise, correspondendo a cerca de 25,4% da variação na decisão de compra nessa amostra específica.

  • Outra pesquisa mostra que o merchandise não funciona apenas como produto comercial, mas também como símbolo de identidade e pertencimento entre fãs: “items like lightsticks … serve as emotional and symbolic anchors, signifying personal achievements and facilitating social relationships.”

  • No contexto indiano, uma reportagem aponta que plataformas de varejo observaram um crescimento de na demanda por merchandise ligado a shows no período de turnê 2023-24 vs 2024-25, motivado por grandes artistas internacionais.

  • Identificação e fandom: O público que se considera fã sente-se motivado a adquirir produtos como forma de demonstrar lealdade, possuir uma lembrança tangível do evento ou pertencer à comunidade de fãs.

  • Exclusividade e edição limitada: Itens personalizados para uma turnê, uma data ou uma localidade específica criam demanda elevada, por se tornarem “únicos” ou “de coleção”.

  • Momento emocional de estímulo: O ambiente de show com alta adrenalina, presença do artista, fotografia, redes sociais favorece compras impulsivas.

  • Integração digital e pré-evento: Algumas vendas ocorrem antes do evento ou mediante pré-pedidos, fomentando o consumo antecipado.

  • Diversificação de receita para artistas: Com ingressos e turnês cada vez mais complexos e caros de produzir, o merchandise representa um canal relevante de receita.

Para o contexto brasileiro  inclusive em cidades como Cuiabá  é provável que essa atividade também ocorra, especialmente em shows de grande público ou festas ao ar livre.

*Sob supervisão de Daniel Costa

O Noroeste

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