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Deputado Eduardo Botelho exige Gallo na AL e diz que “paciência chegou ao limite” I MT

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) fez duras críticas ao Governo de Mato Grosso durante a audiência pública que discutiu o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, realizada nesta terça-feira (4) na Assembleia Legislativa.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Botelho cobrou a presença do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e afirmou que o Legislativo não aceitará ser desconsiderado nas discussões que definem as prioridades financeiras do Estado.

“O secretário tem que dar importância para isso aqui. Na próxima sessão que fizermos, caso ele não compareça, não vamos realizar. Tem que vir dar importância para esta Casa”, disparou o parlamentar, demonstrando insatisfação com o fato de o governo ter sido representado apenas pelo secretário adjunto de Orçamento, Ricardo Capistrano.

O projeto apresentado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) prevê uma receita estimada de R$ 40,7 bilhões para 2026, o que representa um aumento de cerca de 11% em relação ao orçamento de 2025, que foi de R$ 37 bilhões. Ainda assim, deputados apontam distorções e afirmam que o governo subestima os valores reais de arrecadação e de despesas.

Críticas à condução do governo

Em tom firme, Botelho afirmou que a Assembleia Legislativa nunca atuou de forma chantagista com o Executivo e rejeitou qualquer tentativa de desqualificar o papel dos parlamentares na discussão orçamentária. “Esta Casa nunca chantageou o governador. Nunca negociou recurso para deputado para aprovar projeto do Governo”, declarou.

Ele também reclamou que o governo não tem cumprido o compromisso de ajustar as projeções orçamentárias às demandas reais da população. “Todo ano o Governo promete que vai adequar e não está adequando. Sempre estamos dando crédito, mas a paciência chegou ao limite”, disse o deputado.

Debate político e clima eleitoral

Além de Botelho, outros parlamentares também vêm demonstrando desconforto com a proposta orçamentária. O presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), exemplificou o problema citando o setor da Saúde, que teria previsão de R$ 1,3 bilhão a menos em 2026 do que o valor efetivamente gasto neste ano.

Analistas políticos avaliam que o tom mais crítico adotado por alguns deputados, incluindo Botelho e Russi, reflete o acirramento do ambiente político em ano pré-eleitoral. As discussões sobre o Orçamento de 2026 estariam sendo influenciadas por disputas internas e pelo descontentamento de parlamentares com o atraso no pagamento de emendas impositivas por parte do Palácio Paiaguás.

A próxima audiência pública sobre o Orçamento está marcada para o dia 18 de novembro, antes da votação final em plenário.

O Noroeste

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