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Robô com cabelo? ‘Zeca’ chama atenção em feira de negócios em Cuiabá

Um robô não costuma passar despercebido. Agora com cabelo chama ainda mais atenção. É o caso do Zeca, um robô humanoide do modelo Unitree G1 que simboliza a nova indústria de Mato Grosso. Ele se tornou o queridinho de quem passou pela feira de negócios na Expoind em Cuiabá, nesta terça-feira (4).

Marcos Ribeiro gerente de transformação digital e inovação educacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) disse que Zeca ganhou cabelo neste ano para ser um quebra-gelo na aparência e, também, para se aproximar dos cuiabanos, local que visita pelo primeira vez após passear por mais de 30 eventos ao redor do mundo.

“Muita gente ainda acha o robô intimidador. O cabelo é um lembrete de que, por trás de toda máquina, existe inteligência humana. É uma forma de conectar a forma do robô com mais uma característica humana”, afirmou.

Segundo Ribeiro, o robô representa a nova fase econômica que Mato Grosso passa por meio da agroindustrialização.

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria no estado triplicou nos últimos dez anos, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT). O PIB industrial foi de R$ 37,7 bilhões, o que correspondeu a cerca de 16,3 % do PIB geral do estado.

Os setores que se destacam são alimentos (carne bovina e derivados), bebidas e combustíveis renováveis (etanol de milho).

“Este robô representa exatamente isso, automação flexível, inteligência artificial e a capacidade de realizar tarefas complexas. Ele pode um dia estar em um frigorífico, em uma esmagadora de soja ou em uma linha de produção de etanol de milho, realizando tarefas repetitivas ou insalubres”, disse.

O nome Zeca, segundo ele, veio de uma ideia para humanizar o robô. “Zeca é um nome brasileiro, popular, amigável. É um nome que você encontra aqui em qualquer canto do Brasil. Dar um nome quebra a barreira. Zeca deixa de ser ‘aquilo’ ou uma máquina e passa a ser ‘alguém'”, disse.

O estado já é líder mundial na produção de grãos e proteína animal, com um dos maiores rebanhos bovinos do país. Para Ribeiro, o próximo passo do desenvolvimento econômico é o que já está acontecendo por meio da agroindustrialização: para processar toda essa matéria-prima dentro do estado.

“Isso agrega valor, gera empregos e sofistica nossa economia. Para fazer isso em escala, com eficiência e competitividade global, nós precisamos de tecnologia. Precisamos da Indústria 4.0”, destacou.

O Noroeste

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