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Presidente do PL, Ananias Filho diz que também foi ameaçado por servidor que ofendeu Janaina I MT

O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou nesta sexta-feira (7) que o servidor público identificado como autor dos áudios com ofensas e insinuações sexuais contra a deputada estadual Janaina Riva (MDB) também o ameaçou. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Cultura, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá).

O servidor em questão é Deliandsom Milton da Silva, de 41 anos, comissionado da Prefeitura de Rondonópolis, que foi denunciado por Janaina após o episódio. A deputada registrou boletim de ocorrência e uma queixa-crime na noite de quinta-feira (6), na Delegacia da Mulher de Cuiabá, além de acionar o Ministério Público e a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Ananias classificou o servidor como “sem caráter” e “canalha”, afirmando que ele dissemina fake news na cidade. “Ele, inclusive, fez ameaças contra mim. Sem caráter. Ele é uma pessoa que eu não sei nem o passado dele, não quero discutir, mas é um canalha, e esse canalha tem que ser defenestrado”, disse o presidente do PL.

Ele cobrou ainda uma postura do prefeito Cláudio Ferreira (PL), chefe de Deliandsom. “O Cláudio não pode deixar de tomar uma atitude, porque senão vai respingar nele, e todas as situações levam a crer que ele é um repassador de fake news na cidade de Rondonópolis”, declarou.

Ananias contou que teve uma discussão recente com o servidor e negou qualquer ligação dele com o partido. “Ele falou que ele é PL (sic) e que ele tinha o direito de vir dar palpite. Eu falei: não, você tem o direito de discutir ideias, mas ameaçar dirigente partidário, ameaçar pessoas que têm mandato eletivo do PL, você não tem o direito”, afirmou. “Você é um modinha, falei desse jeito pra ele. Ele é modinha, ele não tem discernimento político”, completou.

A deputada Janaina Riva relatou que as mensagens com conteúdo sexual e ofensivo lhe causaram “profundo constrangimento e abalo moral”. “Fiquei pensando se meus filhos ouvissem isso, o quanto seria doloroso para eles e para mim”, desabafou em vídeo publicado nas redes sociais.

Ela classificou o episódio como violência política de gênero e afirmou que decidiu tornar o caso público para incentivar outras mulheres a denunciarem situações semelhantes. “Nós precisamos denunciar e não podemos ter medo”.

O inquérito instaurado pela Polícia Civil será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia contra Deliandsom Milton da Silva. A deputada também comunicou o caso ao presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), e disse confiar que a instituição adotará medidas para coibir novos ataques.

O Noroeste

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