Entidades denunciam à ONU risco de rompimento da Usina Hidrelétrica de Colíder (MT) — Foto: Copel
Quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas (ONU) o risco de rompimento da barragem Usina Hidrelétrica Colider, localizada no Rio Teles Pires, em Itaúba, a 599 km de Cuiabá.
O pedido vem no momento em que a usina vem reforçando as medidas de segurança desde que o Ministério Público do estado (MP-MT) apontou inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem. O MP chegou a recomendar a desativação da barragem, caso não tenha outra alternativa.
A Axia, ex-Eletrobras e atual detentora da usina, disse que vem “adotando todas as medidas necessárias para garantir a segurança das pessoas, do meio ambiente e do empreendimento.”
A empresa destacou ainda que adquiriu a usina em maio deste ano e que “segue trabalhando com o objetivo de restabelecer a usina a seu estado normal o mais rapidamente possível.”
A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU. A reportagem procurou o deparmento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
No documento, as entidades destacam que o Rio Teles Pires é um dos mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.
“Em menos de uma década, quatro grandes usinas (Sinop, Colíder, Teles Pires e São Manoel) foram instaladas, convertendo corredeiras e cachoeiras em uma sequência de reservatórios. Em nome de um suposto progresso energético, consolidou-se um rastro de impactos sociais e ambientais denunciado há anos”, diz trecho do documento.
A denúncia pede ao relator da ONU máxima urgência para as “violações de direitos humanos em curso e para o risco iminente de um desastre de proporções catastróficas, requerendo a adoção de medidas imediatas para garantir a segurança das populações e a responsabilização dos agentes envolvidos.”
As entidades elencaram cinco tópicos ao relator:
O documento é assinado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens de Mato Grosso (MAB/MT), o Instituto Coletivo Proteja e a Associação Indígena DACE, do povo Munduruku que vive no baixo rio Teles Pires, e o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad).
Localizada no Rio Teles Pires, a usina tem potência de 300 megawhatts e reservatório de 168,2 km² de área total e 94 km de comprimento.
Em operação desde 2019, ela abrange os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte.
No estado, há 142 usinas hidrelétricas em operação, entre pequenas, médias e grandes; e suas barragens.
Responsável pela construção da Usina de Colíder entre 2011 e 2019, a Copel Geração e Transmissão transferiu a gestão para a Eletrobras, em maio deste ano.
Na ocasião, a Copel deu como contrapartida a usina e um pagamento de R$ 196,6 milhões após ajustes previstos no contrato, como o recebimento de dividendos de Mata de Santa Genebra Transmissão (MSG).
Já a Eletrobras, na troca de ativos, cedeu a MSG e a Usina de Mauá. Conforme mostra a imagem abaixo.
Contudo, a Usina de Colíder representa 0,5% do ativo total da Eletrobras, segundo comunicado ao mercado financeiro.
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