Levantamento realizado pelo Instituto IDOC, empresa ligada ao Portal O Documento e TV Cuiabá, aponta cenário de empate técnico entre os senadores, Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL), em eventual disputa ao Governo do Estado. A sondagem presencial ouviu 1.000 entrevistados em Várzea Grande e Cuiabá nos dias 29 e 30 de novembro, e 1º de dezembro.
Os números mostram disputa acirrada nas duas maiores cidades de Mato Grosso. Pelo levantamento, no primeiro cenário, Jayme tem 23,5% das intenções de votos. Muito próximo, com 22,1%, apareceu o senador liberal, candidato declarado ao Palácio Paiaguas, em 2026. O vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), cravou 12,7% de preferência, seguido pela médica, Natasha Slhessarenko (PSD), com 4,2%.
Como de costume, o IDOC simulou ainda a troca de nomes em um outro eventual embate nas urnas. Neste caso, Campos segue liderando com 23,3%, seguido por Wellington com 22,2%. Pivetta foi a 13,2%. A troca de opção, saindo Slhessarenko e entrando o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), surtiu efeito. O ex-chefe do Alencastro obteve 9,6% das citações, mais do que o dobro das intenções de voto se comprado com a colega de partido.
Nos cruzamentos de segundo turno aconteceu um fato curioso. Os hipotéticos eleitores de Otaviano e Emanuel migram, em grande escala, ao senador, Wellington Fagundes, fato que o colocou na ponta contra todos os seus adversários.
Num embate direto com Jayme, Fagundes está em primeiro com 31,5%. Campos teve 24,1% das citações, o que também se aproxima de um empate técnico, uma vez que a pesquisa tem margem de erro de 4% para mais ou para menos. Já contra o atual vice-governador, Otaviano Pivetta, o senador do PL ampliou a vantagem: 33,3% a 17,5%.
“O recorte dos números mostra uma migração de votos muito consistente ao senador, Wellington Fagundes, em um eventual segundo turno. Quando separamos os grupos sociais pesquisados por renda, faixa-etária, idade, sexo e profissão, descobrimos o peso dos servidores públicos nesta engenharia eleitoral. Cerca de 65% dos entrevistados, que se declararam servidores do Estado, optaram por Wellington durante as abordagens em campo. Com certeza é mais do que um sinal amarelo ao Governo”, adiantou, Maksuês Leite, diretor do IDOC.
Por fim, o IDOC mediu a rejeição dos prováveis candidatos ao Governo nas próximas eleições gerais. A pontuação de recusa ficou assim: Jayme (15,7%), Emanuel (15,4%), Natasha (8,8%), Wellington (3,8%) e Pivetta (2,3%).
Metodologia
O Instituto IDOC ouviu 1.000 pessoas de forma presencial entre os dias 29 e 30 de novembro, e 1º de dezembro em nove regiões das duas cidades, sendo quatro em Várzea Grande e cinco na Capital. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos. O intervalo de confiança está cravado em 95%.
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