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Fechado com Fagundes, PL cobra posição de Mauro Mendes sobre disputa ao Senado I MT

A sucessão do Palácio Paiaguás ganhou um novo e decisivo capítulo com o endurecimento do discurso do PL em Mato Grosso. Em meio à fragmentação da direita no estado, o presidente da sigla, Ananias Filho, deixou claro que o partido não cogita qualquer composição com o projeto político liderado pelo governador Mauro Mendes e pelo vice-governador Otaviano Pivetta para as eleições de 2026.

Sem espaço para ambiguidades, Ananias afirmou que o desenho eleitoral do PL já está definido tanto no cenário nacional quanto no estadual. Segundo ele, o partido trabalha com o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao governo e com o senador Flávio Bolsonaro como nome do grupo para a Presidência da República. “O quadro está fechado. Quem quiser caminhar conosco precisa assumir esse projeto”, declarou.

O dirigente foi ainda mais direto ao tratar da possibilidade de Mauro Mendes integrar o palanque bolsonarista, especialmente em uma eventual disputa ao Senado. “O Mauro Mendes não está impedido de participar, desde que ele assuma compromisso com a direita bolsonarista”, afirmou.

Para Ananias, não há espaço para posturas intermediárias no processo eleitoral. “Eleição não é namoro escondido. Campanha tem que pegar na mão, andar na praça, beijar na boca e dizer claramente com quem está”, disse.

As declarações escancaram o rompimento entre o PL e o grupo que hoje governa Mato Grosso. O distanciamento se intensificou após conflitos políticos entre Mauro Mendes e lideranças ligadas ao bolsonarismo, incluindo embates públicos com o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Desde então, o PL passou a investir na construção de um palanque próprio, sem diálogo com o União Brasil.

No Palácio Paiaguás, Mauro Mendes mantém o discurso de que Otaviano Pivetta é seu candidato natural à sucessão, estratégia que também busca pavimentar sua própria candidatura ao Senado em 2026. A movimentação, no entanto, enfrenta resistência não apenas no PL, mas também em setores da direita que temem a fragmentação do eleitorado conservador.

Com pelo menos duas pré-candidaturas fortes no campo da direita, o cenário abre uma brecha inédita para o avanço da esquerda em Mato Grosso. Nesse campo, o nome mais citado é o da deputada Natasha Slhessarenko, que acompanha de perto a disputa entre os adversários.

A fala de Ananias Filho apenas oficializa o que já circulava nos bastidores. A direita mato-grossense entra em 2026 dividida, com projetos concorrentes e pouca disposição para recuos. O resultado desse embate interno pode redefinir o equilíbrio político do estado e colocar em xeque um longo período de hegemonia conservadora no comando do Palácio Paiaguás.

O Noroeste

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