Município de Poconé (MT) — Foto: Prefeitura de Poconé
Mato Grosso registrou o segundo maior tremor de terra em magnitude no Brasil em 2025, de acordo com levantamento dos cinco principais sismos monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) ao longo do ano. Ao todo, o estado contabilizou três ocorrências de abalos sísmicos.
O evento de maior intensidade ocorreu no dia 1º de março, no município de Poconé, a 104 km de Cuiabá, com magnitude 4,4. Na ocasião, moradores relataram ter sentido o tremor durante a madrugada.
Segundo o comerciante Deni Geloni, o abalo aconteceu por volta das 5h e teve curta duração. “Conversei com o pessoal, vizinhos e todos sentiram. Durou uns três ou quatro segundos, foi rápido mas forte e balançou tudo”, relatou, à época.
O tremor no estado ficou atrás apenas de Rorainópolis (RR), que registrou um abalo de magnitude 4.5. Em terceiro lugar aparece Parauapebas (PA), que marcou 4.3 na escala. A cidade também figurou em nas outras dus posições com abalos de 4.2 e 4.0 de magnitude.
Outro tremor foi registrado em 17 de abril, no município de Dom Aquino, a 172 km da capital, com magnitude 2,3 na Escala Richter. Já em julho, a RSBR identificou um novo abalo em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, com magnitude 2,2.
Segundo a Rede Sismográfica, tremores de baixa intensidade são relativamente frequentes no país e, geralmente, resultam de pressões naturais que provocam pequenas rachaduras na crosta terrestre.
Os registros foram feitos pelas estações da RSBR e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A rede é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
O ranking dos maiores eventos sísmicos de 2025 considera apenas os chamados tremores “tipicamente brasileiros”, classificados como abalos intraplaca, aqueles que ocorrem no interior das placas tectônicas, longe de suas bordas, geralmente associados a falhas geológicas antigas ou à acomodação de tensões internas.
Ao longo do ano, também foram registrados sismos de maior magnitude na região Norte, próximos à fronteira com o Peru. No entanto, esses eventos são considerados “andinos”, pois estão relacionados à subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana, e não entram no levantamento.
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