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Tomate puxa alta e cuiabanos começam o ano pagando mais caro por alimentação

O ano de 2026 iniciou com aumento de 3,61% no custo médio da cesta básica pago pelos cuiabanos. A alta impulsionou o valor para R$ 809,75, contra os R$ 781,56 registrados no último levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), na segunda semana de dezembro de 2025.

O crescimento mensal também se refletiu no comparativo anual, no qual a média subiu 1,32%, quando a lista de produtos registrava R$ 799,19. Conforme levantamento do Instituto da Fecomércio-MT, o avanço no valor indica que as pressões observadas no fim de 2025 ainda se mantêm no início deste ano.

Entre os itens da cesta, em tendência de alta já observada em dezembro, o preço do tomate segue em elevação, alcançando o custo médio de R$ 7,43/kg. A variação de 57,21% observada entre a segunda semana de dezembro e a segunda semana de janeiro pode estar relacionada ao período da safra, uma vez que algumas lavouras ainda não atingiram a fase de colheita, reduzindo a quantidade ofertada.

Da mesma forma, o preço da batata apresentou acréscimo de 18,30% no período, chegando ao custo médio de R$ 4,67/kg. Assim como ocorre com o tomate, parte das lavouras enfrenta redução da oferta, enquanto outras registram problemas de qualidade, o que tem diminuído a durabilidade do produto e pode estar contribuindo para o aumento dos preços.

Sobre esses itens, o presidente interino da Federação, Marco Pessoz, destacou a forte influência da sazonalidade agrícola. “Enquanto alguns produtos da cesta básica têm seus preços pressionados pela redução da oferta com o fim das safras, outros apresentam queda sustentada por estoques elevados e pela baixa demanda, o que atenua parcialmente o impacto inflacionário sobre a cesta”, explicou.

Em movimento contrário, o arroz registrou redução de 3,70%, atingindo o custo médio de R$ 4,61/kg. Diferentemente de outros produtos da cesta básica, o item vem apresentando boa oferta, tanto na safra quanto nos estoques, aliada a uma demanda estabilizada, fator que pode ter contribuído para a queda nos preços.

Sobre a variação da cesta básica em Cuiabá, Pessoz completou que “o avanço observado indica que produtos com maior peso e elevada variação no período foram suficientes para pressionar o custo médio total, especialmente o tomate e a batata”.

O Noroeste

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