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Júlio Campos diz que prazo para retirada de assinaturas da CPI da Saúde já passou e aponta via judicial

O deputado estadual Júlio Campos afirmou que os parlamentares que tentam recuar do pedido de abertura da CPI da Saúde perderam o momento adequado para retirar suas assinaturas. Segundo ele, após a leitura do requerimento em plenário, não houve qualquer contestação, o que consolidou a validade do documento conforme o regimento interno da Assembleia Legislativa.

De acordo com o parlamentar, a possibilidade de retirada de apoio existia apenas até a leitura oficial do pedido. Como nenhum deputado se manifestou naquele momento, o processo seguiu seu curso normal, com aprovação e publicação do ato que instituiu a comissão.

Júlio explicou que, a partir dessa etapa, não há mais margem para mudanças administrativas no requerimento. Caso algum parlamentar ou grupo discorde da instalação da CPI, o único caminho possível agora seria recorrer ao Poder Judiciário.

A comissão parlamentar de inquérito foi proposta pelo deputado Wilson Santos e tem como objetivo apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde no período entre 2019 e 2023. O pedido só avançou após alcançar o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento da Casa, o que viabilizou sua leitura em plenário e posterior publicação.

Com a CPI oficialmente criada, Júlio Campos destacou que cabe agora aos blocos partidários indicar os parlamentares que irão compor a comissão, que terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos.

Ao comentar críticas de que a CPI teria motivação política ou eleitoral, o deputado refutou o argumento e disse que esse tipo de instrumento pode ser instaurado em qualquer período. Para ele, a investigação não deve causar preocupação caso não existam irregularidades.

O parlamentar também afirmou que não vê motivo para receio por parte do governo estadual, ressaltando que, se não houver falhas na condução da Secretaria de Saúde, a CPI pode inclusive servir para esclarecer denúncias e afastar suspeitas. Segundo Júlio, o secretário Gilberto Figueiredo tem reputação de gestor sério e trabalhador, o que reforçaria a tranquilidade diante da apuração.

Por fim, Júlio reiterou que a apresentação do requerimento ocorreu apenas quando o número mínimo de apoios foi alcançado e que, a partir disso, o processo seguiu rigorosamente o que prevê o regimento interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

 

O Noroeste

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