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segunda-feira, março 2, 2026
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Operação destrói mais de 20 equipamentos usados em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé MT

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Uma operação realizada na região noroeste da Terra Indígena Sararé, na área conhecida como Garimpo da Taca, nesse domingo (1º), destruiu 23 dragas, 12 balsas de mergulho e cinco escavadeiras utilizadas em atividades de garimpo ilegal na região. (video abaixo)

A Polícia Civil informou que os próprios garimpeiros fizeram imagens que mostram os equipamentos destruídos durante a ação. Os registros teriam sido realizados logo após a saída das equipes do local.

Segundo a polícia, além da neutralização de maquinários e insumos relacionados ao funcionamento e ao suporte logístico das atividades ilegais, também foram realizadas a apreensão de provas e instrumentos utilizados nos crimes, bem como a coleta de outras evidências materiais.

Ainda conforme a polícia, durante a operação foram efetuados disparos de fuzil contra as equipes policiais. Houve troca de tiros e os criminosos conseguiram fugir.

Sararé

 

Terra Indígena (TI) Sararé — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace
Terra Indígena (TI) Sararé — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace

A Terra Indígena (TI) Sararé é tradicionalmente ocupado pelo povo Nambikwara, homologado em 1985. O território abrange áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Atualmente, enfrenta uma severa crise ambiental, sendo considerada a TI mais degradada e desmatada do Brasil devido ao intenso garimpo ilegal. A Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%.

O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção. Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.

Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé. Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro. Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.

VIDEO:

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