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Quem são os advogados investigados por promessas de decisões judiciais favoráveis a presos em Cuiabá

Foram identificados como Gustavo Barros dos Santos, Dimas Pimentel Barroso e Liomar Santos de Almeida, os advogados e o bacharel em Direito investigados por prometerem decisões judiciais favoráveis a pessoas presas, em Cuiabá. Os três foram alvos da Operação Smoke, realizada pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (4).

Nas redes sociais, Dimas se apresenta como criminalista, com escritório especializado na área criminal na capital. Já Liomar cita que, além de advogado, é CEO de uma empresa de desenvolvimento artístico.

Gustavo, por sua vez, descreve em seu currículo que atuou como estagiário no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

A defesa de Liomar nega as acusações e esclareceu que não possui qualquer relação com o caso e que Dimas foi estagiário em seu escritório até 2023, e desde então não mantiveram mais contato. A defesa informou que não teve acesso integral ao processo. A reportagem tenta localizar a defesa de Gustavo e Dimas.

Em nota, a A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) informou que acompanhou a operação por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) e que o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para as medidas cabíveis.

As investigações apontaram que o grupo abordava familiares de detentos e garantia as decisões favoráveis, alegando possuir influência com alguns membros do Judiciário. Para isso, exigia o pagamento de valores elevados, sob o argumento de que o dinheiro seria destinado a pessoas com suposta capacidade de interferir nas decisões.

Segundo a polícia, as negociações ocorriam por meio de encontros presenciais e conversas por aplicativos de mensagens. Os investigados orientavam que as negociações fossem mantidas em absoluto sigilo.

A operação

 

Dois advogados e um bacharel em Direito foram alvos de uma operação da Polícia Civil, em Cuiabá — Foto: Reprodução

Na ação desta quarta-feira (4), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos Bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó, além de três mandados de imposição de medidas cautelares diversas e nove ordens de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático.

Conforme a polícia, as medidas cautelares incluem:

  • Comparecimento periódico em juízo;
  • Proibição de manter contato com os demais investigados e com testemunhas;
  • Proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial, com entrega do passaporte;
  • Monitoramento eletrônico com uso de tornozeleira.

Já as quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático têm como objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira e das conversas mantidas pelos investigados, a fim de identificar a origem e o destino do dinheiro supostamente obtido, além da dinâmica do grupo.

O Noroeste

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