O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) abriu uma investigação sobre uma licitação da Prefeitura de Tangará da Serra (MT) para a compra de insumos agrícolas usados na produção de mudas de culturas como cacau, banana, café e hortaliças.
A decisão foi publicada no Diário Oficial dessa segunda-feira (9) e envolve o Pregão Eletrônico nº 93/2025, que prevê registro de preços para a aquisição dos produtos, com valor estimado em cerca de R$ 1,1 milhão.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura do município, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. No processo, a prefeitura respondeu às supostas irregularidades apontadas e afirmou que, mesmo após a denúncia, a licitação não foi suspensa (entenda mais abaixo).
A denúncia foi apresentada por uma empresa que participou do processo licitatório, por meio de uma Representação de Natureza Externa (RNE), instrumento usado para comunicar possíveis irregularidades na administração pública aos tribunais de contas.
Segundo a empresa, o edital da licitação teria três problemas principais:
No próprio processo, a prefeitura informou que o edital foi divulgado nos canais exigidos por lei:
Segundo a gestão municipal, a publicação no site institucional é facultativa e a ausência não compromete a publicidade da licitação.
Durante o andamento do processo, a prefeitura reconheceu um erro na aplicação do benefício para microempresas e informou que iria anular a licitação. No entanto, após um pedido de reconsideração apresentado por uma das empresas participantes, a administração municipal voltou atrás.
A prefeitura afirmou que existem empresas locais enquadradas como microempresa ou empresa de pequeno porte capazes de fornecer os produtos. Com isso, o pregão foi mantido, com exceção dos itens que foram anulados devido à exigência indevida de registro no Ministério da Agricultura.
Ainda conforme o documento, o conselheiro Antônio Joaquim aceitou a denúncia para análise e encaminhou o processo para investigação técnica da Secretaria de Controle Externo do tribunal, mas ainda não há uma decisão final sobre as possíveis irregularidades.
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