Marcos Pereira Soares, de 23 anos, preso suspeito de estuprar e assassinar a irmã, de 17 anos, no bairro Três Barras, em Cuiabá, nessa quarta-feira (11), havia deixado a prisão na semana passada após um possível erro no cadastro de processos judiciais.
A inconsistência foi apontada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais, em um pedido de verificação encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Por isso, o magistrado determinou, a expedição de um mandado de recaptura contra Marcos nessa quarta-feira, mesmo dia em que a irmã foi morta.
“Determino que a Secretaria desta Vara de Execuções Penais certifique nos autos se os registros existentes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) referem-se, de fato, à mesma pessoa. Constatada eventual duplicidade de Registro Judicial Individual (RJI), oficie-se, com a máxima urgência, ao Conselho Nacional de Justiça para a adoção das providências cabíveis, especialmente quanto à verificação e eventual unificação dos registros. Por fim, expeça-se mandado de recaptura”, diz trecho do documento.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Justiça (Sejus), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A reportagem tenta localizar a defesa do suspeito.
Marcos havia sido condenado, em abril de 2023, a 17 anos de prisão pelos crimes de homicídio, furto e ocultação de cadáver. Diante da situação, o juiz determinou a verificação dos registros no sistema nacional e a adoção de providências junto ao CNJ.
Momento em que suspeito de estuprar e assassinar irmã de 17 anos é preso em Cuiabá
Segundo a Polícia Civil, o corpo da adolescente foi encontrado submerso em um córrego, com uma pedra sobre as costas, indicando tentativa de ocultação. Ainda conforme a polícia, existe a suspeita de de que a jovem tenha sido vítima de violência sexual.
Conforme o boletim de ocorrência, Marcos foi encontrado pelos militares no Bairro CPA II, enquanto caminhava por uma avenida.
Após ser localizado, ele foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi preso em flagrante. O caso é investigado pela Polícia Civil.
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