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Marido amarrou pés e mãos de empresária e a matou com “enforca-gato”, diz delegada I MT

A delegada Eliane da Silva Moraes, da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, afirmou que a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, foi amarrada pelo marido e morta por enforcamento com uma abraçadeira plástica, conhecida como “enforca-gato”.

O acusado, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o assassinato.

O corpo da vítima foi encontrado na terça-feira (5), enterrado no quintal de uma casa no Bairro Parque Cuiabá. “Ela estava com os pés amarrados com abraçadeira tipo ‘enforca-gato’, os braços também e no pescoço. Ele enforcou ela”, disse a delegada à imprensa.

Após o assassinato, Jackson levou o corpo da empresária até o imóvel onde foi enterrado. Ele, inclusive, contratou uma máquina para cavar o buraco onde ocultou o corpo.

Em depoimento informal, o suspeito alegou que cometeu o crime por conflitos no relacionamento. O casal mantinha uma relação de cerca de 11 anos, marcada por separações e brigas, intensificadas após ele ter um filho com outra mulher. Familiares relataram que os dois haviam reatado em 2024, depois de sete anos separados.

“Ele disse que perdeu a cabeça, que estava tendo atritos com ela, porque ele convive com ela há 11 anos; nesse período, ele teve um filho com outra mulher e, por conta disso, estava havendo muito atrito entre eles”, disse a delegada.

A investigação teve início após o próprio Jackson procurar a polícia alegando que a esposa havia desaparecido e que ele estaria sendo vítima de um golpe.

Ele afirmou que recebeu ligações com pedidos de resgate e chegou a realizar transferências via Pix.

A versão, no entanto, começou a ruir diante de inconsistências e informações de familiares.

Durante diligência na casa do casal, um detalhe chamou atenção dos investigadores: a camisa usada por ele no último registro com a vítima já havia sido lavada.

“A partir de uma camisa que ele vestia no domingo, último dia em que tirou uma foto com ela, a equipe começou a desconfiar, pois a peça já estava lavada. Ao ser questionado sobre o motivo, ele ficou nervoso, entrou em contradição e, em seguida, confessou”, explicou a delegada.

O Noroeste

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