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Cultura organizacional ganha espaço no debate sobre produtividade e engajamento – O Mato Grosso


O debate sobre engajamento no ambiente corporativo ganhou novo destaque no mês do Trabalhador e vem mudando a forma como empresas encaram produtividade, bem-estar e gestão de pessoas. Mais do que benefícios isolados, especialistas apontam que fatores como cultura organizacional, liderança e qualidade das relações internas passaram a ter influência direta nos resultados das equipes.

Para a psicóloga e CEO da P2B Cultura e Liderança, Elaine Fernandes, o engajamento deixou de ser visto apenas como consequência de incentivos externos e passou a depender da construção de ambientes organizacionais mais consistentes.

“Hoje existe uma compreensão maior de que o engajamento não se constrói de fora para dentro. Ele acontece quando a cultura é consistente, quando as lideranças estão preparadas e quando existe um ambiente de confiança e clareza de intenção”, afirmou.

Segundo ela, aspectos como segurança psicológica, inteligência emocional, relações saudáveis e alinhamento estratégico passaram a ocupar posição central nas empresas, influenciando diretamente a conexão dos profissionais com o trabalho.

Um exemplo dessa integração entre cultura organizacional e práticas internas é observado no Servan Anestesiologia. Pesquisa interna realizada com colaboradores apontou que 92% afirmam estar satisfeitos com a liderança e com o trabalho desempenhado. Outros 82% disseram perceber cuidado da empresa com o bem-estar, enquanto 90% avaliaram positivamente os benefícios oferecidos.

Para a presidente da empresa, Adriana Marques da Costa Rodrigues, os resultados refletem uma construção gradual baseada em confiança e respeito.

“Cultura, liderança e práticas caminham juntas. É essa coerência que sustenta o ambiente de trabalho”, afirmou.

Entre as ações implementadas pela empresa estão vale-alimentação ou refeição, plano de saúde, seguro de vida e vale-aniversário. Segundo Adriana, as medidas foram estruturadas a partir da escuta das equipes e do amadurecimento interno da organização.

Além das práticas voltadas aos colaboradores, o Servan também prepara a inauguração de novos espaços de convivência e descanso para as equipes. O projeto inclui ambientes voltados ao relaxamento e reorganização de áreas comuns.

A arquiteta Mayara Souza da Cunha explicou que a proposta busca melhorar a experiência cotidiana dos profissionais.

“A proposta foi organizar os fluxos e qualificar os espaços, sem misturar funções. Criamos áreas mais confortáveis para pausa e convivência”, destacou.

Para especialistas, o cenário reforça que o desafio das empresas está cada vez mais ligado à construção de ambientes alinhados entre cultura, liderança e práticas internas, fazendo do engajamento uma consequência da coerência organizacional.

Fonte: Estão Mato Grosso

O Noroeste

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