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Max Russi diz que Abilio cria cortina de fumaça e que gestor tem que cuidar da Capital I MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), classificou como “cortina de fumaça” a fala do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), em que acusa deputados estaduais de sustentarem amantes com dinheiro recebido de doações do agronegócio. Para Russi, Abilio quer tirar o foco da sua tentativa de interferir na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores.

“Falar até papagaio fala e agora virou moda: você joga uma acusação ao vento, não cita nomes, você ganha a narrativa da mídia. Porque a narrativa daquele momento qual era? A intervenção dele na Câmara, a ida dele à Justiça para poder mudar o regimento da Câmara para ter vantagem nas votações”, disse o deputado em conversa com imprensa.“São oito ou onze itens que ele quer mudar para ter mais força, para ele poder administrar o município sem a menor necessidade da Câmara de Vereadores, de ter uma base na Câmara, ou seja, votar os projetos que ele quer”, acrescentou o parlamentar.

A fala de Abilio foi feita na última sexta-feira (10), na abertura da 58ª Expoagro. O prefeito da Capital fazia uma defesa do agronegócio quando decidiu citar os deputados estaduais de Mato Grosso.

“Tem deputado na Assembleia Legislativa sustentado com dinheiro do agronegócio, bancado pelo dinheiro do agronegócio, que é capaz de xingar o agronegócio, sendo sustentado ele, a família e as amantes com dinheiro do agronegócio”, afirmou Abilio.Para Max Russi, com o ataque ao parlamento estadual, o prefeito de Cuiabá conseguiu mudar as manchetes da imprensa e tirar dos holofotes a sua tentativa de interferir na eleição da Câmara Municipal.

“Tentativa não, ele conseguiu criar [uma cortina de fumaça] e teve sucesso. E ele é bom nisso, tem que tirar o chapéu para ele, ele é muito bom em criar novas narrativas, conforme aparecem as crises”, disse o deputado.

O deputado avaliou negativamente a tentativa de Abilio de forçar a reeleição da aliada Paula Calil (PL) para a presidência do Legislativo municipal, o que manteria a relação de estreita proximidade entre os dois poderes. O presidente da Assembleia cobrou do prefeito o atendimento dos interesses da população.

“O que se precisa fazer por Cuiabá são entregas, isso que a população quer. A população precisa de muitas coisas nos bairros, no centro, e isso é o que a prefeitura tem que fazer, porque, no final, a conta chega”, concluiu.

O Noroeste

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