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Juiz de paz, guarda e professor são presos em operações contra fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro em MT

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Um juiz de paz, um guarda municipal e um professor foram presos durante duas operações da Polícia Civil, realizadas nesta terça-feira (19), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. As ações, chamadas de Operação Eidolon e Operação Falso Mestre, investigam crimes como organização criminosa, estelionato, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos públicos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Em nota, a Prefeitura de Sorriso (MT) informou que o guarda foi afastado da função em outubro de 2025, quando começou a ser investigado, e responde Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Segundo a Polícia Civil, o juiz de paz, apontado como possível facilitador das fraudes investigadas, era alvo comum das duas operações.

De acordo com a polícia, a segunda fase da Operação Eidolon apura a atuação de uma associação criminosa suspeita de desviar veículos apreendidos e que estavam sob guarda da administração pública municipal. O esquema envolveria servidores públicos, falsificadores, intermediadores e receptadores.

A investigação apontou que o grupo identificava veículos com baixa probabilidade de recuperação pelos proprietários, principalmente motos com pendências administrativas, e utilizava procurações fraudulentas e documentos falsificados para retirar os veículos dos pátios conveniados.

A polícia informou que foram identificados investigados com acesso privilegiado a sistemas públicos e pessoas ligadas a cartórios e procedimentos de autenticação documenta. Entre os investigados está um guarda municipal apontado como liderança operacional do esquema e o juiz de paz.

Na segunda fase da Operação Eidolon, foram cumpridos cinco mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão, cinco ordens de bloqueio de contas bancárias, suspensão de registros de empresas, suspensão do exercício de função pública, afastamento do sigilo financeiro de oito investigados e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

Atuação do professor

Já a Operação Falso Mestre começou após uma vítima denunciar que entregou documentos pessoais acreditando que faria matrícula em um curso de conclusão do ensino médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

No entanto, segundo a Polícia Civil, o investigado, descrito como antigo professor da vítima, teria usado a relação de confiança para obter os documentos e aplicar fraudes bancárias para financiar veículos sem autorização da vítima.

As investigações apontaram financiamentos fraudulentos de dois carros. A polícia também identificou movimentações financeiras, destinatários dos valores obtidos e atuação coordenada de pessoas responsáveis por falsificação documental e tentativa de regularização fraudulenta dos veículos.

Ainda conforme a polícia, também há indícios da participação do juiz de paz responsável por procedimentos relacionados às procurações utilizadas no esquema.

Na Operação Falso Mestre, foram cumpridos dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão. Os investigados poderão responder por estelionato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e associação criminosa.

Ao todo, as duas operações resultaram no cumprimento de sete mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios judiciais de contas bancárias, afastamentos de sigilo financeiro, suspensão de funções públicas e outras medidas cautelares patrimoniais e investigativas.

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