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terça-feira, maio 19, 2026
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PF é investigado por supostas ameaças a estudantes da UFMT que denunciaram ‘lista de estupráveis’

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Um policial federal é investigado por suspeita de ameaçar estudantes do curso de engenharia civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, que teriam denunciado uma suposta lista que classificava alunas como “estupráveis. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).

Na última semana, o homem se apresentou como pai de um aluno do curso e teria intimidado colegas envolvidos nas denúncias. Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi intimado para prestar depoimento, mas ainda não compareceu à unidade policial.

Dias antes, ele registrou um boletim de ocorrência relatando que o filho estaria sendo ameaçado por outros estudantes. Conforme o registro, esse teria sido o motivo para ele ir até a universidade.

Câmeras da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores da UFMT

Imagens das câmeras de segurança da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores com uma mochila, um boné preto e um objeto na cintura semelhante a uma pasta (veja vídeo acima).

A delegada Liliane Diogo, titular da DEDM e responsável pelo caso, informou que recebeu a documentação enviada pela UFMT na última segunda-feira (11), quando instaurou o procedimento investigativo.

Entenda o caso

Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro
Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro

No inicio de maio, um aluno do curso de Direito da universidade foi afastado das aulas após ser apontado como envolvido na criação da lista. Em mensagens divulgadas nas redes sociais, estudantes comentavam sobre um “ranking de alunas mais estupráveis” dos cursos da universidade.

O caso provocou protestos de estudantes e gerou repercussão dentro da universidade. Áudios que circulam em grupos de mensagens também reforçariam a conduta investigada. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu um prazo de cinco dias para a UFMT informar quais medidas internas estão sendo adotadas em relação ao caso.

A medida foi adotada após o MPMT instaurar um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma.

Segundo a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou os estudantes até a delegacia após as ameaças. A situação deixou estudantes e familiares preocupados com a segurança dentro do campus. O suspeito já foi identificado pela Polícia Civil e deverá prestar depoimento.

O Ministério Público determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT para que a instituição informe quais providências internas estão sendo adotadas em relação à denúncia. Além disso, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) deverão encaminhar ao MP, no mesmo prazo, todas as provas e documentos que possuam sobre o caso.

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