Segundo a polícia, vítima de 18 anos ficou dias sob ameaças e teve o maxilar fraturado após ser agredida pelo suspeito, que foi preso dentro de hospital na capital. Ela conseguiu pedir ajuda ao enviar um e-mail a uma amiga através do navegador da TV.
Uma jovem de 18 anos conseguiu pedir ajuda pelo navegador de uma smart TV após ser mantida sob ameaças e agredida pelo ex-namorado, em Cuiabá. O suspeito, de 34 anos, foi preso pela Polícia Militar nesta quarta-feira (20), enquanto acompanhava a vítima em uma unidade de saúde. Segundo a polícia, a jovem teve duas fraturas no maxilar após levar um soco no rosto.
Segundo a Polícia Militar, os agentes faziam patrulhamento próximo ao Hospital H-Bento quando foram abordados pela mãe da vítima. Ela contou que a filha estava sendo ameaçada e sofrendo agressões físicas e psicológicas desde a última quinta-feira.
À polícia, a jovem relatou que estava no apartamento do ex-companheiro, no bairro Jardim das Palmeiras, quando os dois começaram a discutir por ciúmes, após o homem mexer no celular dela. Segundo o relato, o suspeito invadiu o banheiro e deu um soco na boca da vítima, causando intenso sangramento e fraturas no maxilar.
A vítima afirmou ainda que ficou vários dias sem atendimento médico e sob vigilância constante do agressor. Segundo ela, o homem a obrigava a dizer para a família que estava bem.
A jovem contou que conseguiu pedir ajuda ao usar o navegador de uma televisão smart TV para enviar um e-mail a uma amiga. A amiga avisou a mãe da vítima sobre a situação.
A mulher também relatou à polícia que manteve um relacionamento de cerca de dois anos com o suspeito e que já havia sofrido outras agressões anteriormente.
Durante a abordagem, os policiais identificaram que o homem tinha três antecedentes criminais por violência doméstica.
Ele foi levado para a delegacia, onde o caso foi registrado.
O caso segue em investigação.
🚨Como pedir ajuda?
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O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
O que é a Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
- Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros
- Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros
- Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros
- Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros
- Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Quem pode solicitar?
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
Como solicitar medida protetiva?
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.




