A comissão de representantes dos aprovados no Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar se reuniu, nesta sexta-feira (29), com o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, para agradecer a articulação política que resultou na convocação de 30 novos oficiais para a corporação.
O chamamento, anunciado pelo governador Otaviano Pivetta, era uma demanda urgente da categoria, já que o concurso público, após ser prorrogado por dois anos, entraria em período de prescrição em dezembro deste ano.
O reforço no oficialato acompanha a convocação de outros 400 soldados, que serão distribuídos em oito cidades-polos do interior de Mato Grosso. Durante o encontro, Russi celebrou o desfecho positivo e reforçou a importância de dar estrutura para que as forças de segurança atuem nos municípios mais distantes da capital.
“Fizemos um pleito até um pouco maior, mas ficamos muito felizes em ser atendidos com essas 30 vagas de oficiais. Ver os familiares e os aprovados aqui mostra o impacto desse chamamento. Eles se dedicaram, estudaram e agora entram com muito ânimo e vontade de servir e proteger a nossa sociedade”, afirmou o presidente da ALMT.
Um dos diferenciais técnicos dessa convocação é que parte dos aprovados já integra os quadros da Polícia Militar como praças (soldados, cabos e sargentos) e agora ascenderá ao oficialato. Essa transição reduz significativamente o impacto financeiro para os cofres do Estado, uma vez que esses profissionais já estão na folha de pagamento da instituição.
É o caso da 1ª sargento Klariane Ramos de Souza, que atua há 15 anos na corporação. Ela relatou que a comissão lutava por novas turmas desde 2022 e encontrava obstáculos, mas que o cenário mudou após o apoio direto do gabinete do deputado Max e da Associação dos Oficiais da Polícia Militar (Assof).
“Para quem já é policial, essa é a maior forma de valorização. Estamos saindo de uma classe de execução para uma classe de comandamento. O oficialato faz a gestão operacional na ponta, lidando diretamente no combate à violência e às facções. Minha família e eu sentimos uma gratidão enorme pelo deputado ter abraçado nossa pauta e levado a demanda direto para o Palácio Paiaguás”, destacou a sargento.
Foco no combate ao crime organizado e feminicídios
O gerenciamento e a liderança de tropa no interior do estado são apontados como os principais ganhos com a chegada dos novos profissionais. O 2º sargento Andriel do Nascimento Silva, aprovado no CFO, explicou que o papel do oficial é fundamental para otimizar o uso do efetivo no combate à criminalidade.
“O oficial exerce o comandamento da tropa, a fiscalização e o gerenciamento das unidades policiais. Esses 30 oficiais, somados aos 400 novos soldados, chegam para fazer um combate real ao crime organizado e, em especial, para atuar na redução dos índices alarmantes de violência doméstica e familiar contra a mulher no nosso estado”, pontuou Andriel.
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