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Maio fecha última semana em MT com mais uma alta da cesta básica, que chega a quase R$ 920

 

A maior sequência de aumentos no custo da cesta básica – a décima consecutiva – fez com que a lista de mantimentos atingisse, na última semana de maio, o valor de R$ 919,21. A alta de 0,63% sobre a semana anterior contribuiu para a manutenção da sequência de valores recordes.

Além disso, o levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também apontou avanço no comparativo anual, com o valor atual ficando 11,17% acima da média de R$ 826,83 registrada no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, explicou que “a permanência da cesta básica acima da faixa de R$ 900 e em trajetória de alta durante os últimos dois meses intensifica a perda do poder de compra das famílias, sobretudo em um cenário de elevação anual expressiva dos alimentos”.

Entre os destaques de variação da semana, o feijão lidera com aumento de 5,06%, atingindo custo médio de R$ 8,58/kg. Segundo análise do IPF-MT, a limitação da área de plantio, aliada à baixa qualidade dos grãos, pode ter relação com o aumento observado nas últimas semanas. Em relação ao mesmo período do ano passado, o preço está 39,99% acima do registrado.

Outro produto com variação positiva é o arroz, que apresentou aumento de 3,09% e preço médio de R$ 5,25/kg. Entre os fatores que contribuíram para a alta do produto estão a limitação da área de plantio, que reduziu a quantidade produzida, e as especulações acerca do clima, que elevaram a demanda e intensificaram a pressão sobre os preços.

Ainda assim, o valor atual do produto está 13,34% abaixo do observado no mesmo período de 2025, o que minimiza o impacto sobre o orçamento das famílias na capital.

Outro item que registrou aumento devido às restrições de oferta foi a manteiga. Com acréscimo de 1,55%, o produto chegou à média de R$ 33,97/500 g. A alta nos custos de produção, em decorrência do aumento do preço da matéria-prima, pode ter resultado na elevação do preço final ao consumidor.

Apesar da alta momentânea, em comparação ao mesmo período do ano passado, o preço atual do produto está 3,69% menor. Na ocasião, o preço médio registrado era de R$ 35,27 por embalagem de 500 g.

Sobre as variações dos produtos, Wenceslau Júnior destacou a elevação simultânea nos preços do arroz e do feijão, o que, segundo ele, “reforça a pressão sobre o custo da alimentação básica, especialmente diante das restrições de oferta e das incertezas climáticas que vêm impactando a produção desses itens essenciais”.

 

O Noroeste

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