À imprensa, o ex-senador Cidinho Santos, vice-presidente da Federação União Progressista em Mato Grosso, afirmou que a direção nacional do União Brasil não poderá intervir na escolha do candidato ao Governo do Estado. A declaração foi dada durante a oficialização do diretório executivo estadual da federação.
Segundo Cidinho Santos, sobre a disputa majoritária do Palácio Paiaguás, as decisões serão tomadas localmente. De acordo com ele, a estrutura da federação (composta por União Brasil e PP) possui autonomia e regras bem definidas para que eventuais conflitos sejam resolvidos no próprio estado, blindando o grupo de interferências de Brasília.
O vice-presidente da Federação explicou ainda que cada partido que compõe o bloco realizará sua própria convenção dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. Em caso de racha ou falta de consenso entre nomes de partidos diferentes, a estrutura da própria federação estadual funcionará como o fórum definitivo de arbitragem.
“O União Brasil vai ter a convenção dela normalmente, no período que a lei estabelecer. O PP também vai ter a sua convenção. Havendo alguma divergência entre o lançamento de candidatura própria ou apoio a candidaturas de terceiros, a federação vai arbitrar. No primeiro momento, isso não prejudica a candidatura de ninguém na formação da federação”, disse Cidinho Santos.
“Ainda temos um prazo de 60 dias para as conversas acontecerem, para que os que têm interesse em ser candidato formalizar isso no seu respectivo partido. Primeiro é a convenção de cada um dos dois partidos, depois, se houver necessidade, a federação é acionada”, completou o vice-presidente da Federação União Progressista em Mato Grosso.
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