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Famílias de MT gastam mais de R$ 1,3 mil com álbum da Copa do Mundo

Os álbuns da Copa do Mundo 2026 têm se tornado febre entre famílias de Cuiabá durante a proximidade do torneio mundial. Veja os colecionadores que já gastaram mais de R$ 1 mil para completar a coleção.

Neste ano, o álbum oficial conta com 980 cromos. Nas bancas, cada envelope traz sete imagens e custa R$ 7, em relação ao ano de 2022 que custava R$ 4. Na teoria, seriam necessários 140 pacotes para preencher todas as páginas, mas na prática isso não acontece, já que os envelopes costumam vir com figurinhas repetidas.

Para tentar reduzir os custos, famílias se reúnem em praças próximas a bancas de jornais e revistas, onde organizam pontos de troca para conseguir os cromos que faltam sem precisar tirar mais dinheiro do bolso. No local, é possível ver desde adultos até crianças negociando entre si.

Tradição familiar

 

Arthur de 9 anos e seu pai completam álbum da copa com gasto de R$ 1,3 mil em MT — Foto: Abder Khan

Arthur Lopes, de 9 anos, estudante da quarta série, conseguiu completar o álbum da Copa deste ano com ajuda do pai, Lorem Lopes, de 55 anos. O pai contou que precisou desembolsar mais de R$ 1,3 mil para realizar o sonho do garoto.

Os dois colecionam os álbuns desde a Copa de 2018. Para Lorem, o investimento vale a pena diante da alegria do filho.

“Comecei a montar com Arthur quando ele tinha um ano de idade, em 2018, mas só conseguimos completar o álbum de 2022 e agora o deste ano. Hoje ele entende mais de futebol do que eu. Arthur é também primo da Tainá Maranhão, jogadora da seleção feminina do Brasil”, ressaltou.

Arthur disse que levou cerca de um mês para concluir a coleção e que a sensação é de muita felicidade. Além disso, ele já fazer planos para a próxima Copa.

“Vi na internet um colecionador que comprou um pacote em 1998 e, ao abrir recentemente, encontrou o Ronaldo Fenômeno. Então, vou comprar dez pacotinhos desta edição e guardar para abrir em 2030”, afirmou.

O jovem Guilherme Perreira, de 22 anos, também desembolsou o mesmo valor que o pai do Arthur em apenas uma semana e, segundo ele, ainda faltam 19 espaços. Agora, o jovem busca achar os faltantes nos pontos de trocas.

“Eu não sou um grande fã do futebol, mas entrei na brincadeira para me aproximar mais do meu irmão de 12 anos que gosta muito de futebol”, acrescentou.

 

Felipe Furlan Rocha, de 16 anos, coleciona desde 2014 junto a mãe Mirele Cristina Furlan Rocha em MT — Foto: Abder Khan

Já Felipe Furlan Rocha, de 16 anos, que coleciona com a mãe, Mirele Cristina Furlan Rocha, de 40 anos, contou que já perdeu as contas do gasto. Eles disseram não calcular o valor gasto com os pacotes, justamente para não desistirem.

Conforme eles, a prática se tornou uma tradição entre mãe e filho desde 2014. Eles afirmaram que a motivação vem do desafio, da paixão pelo futebol e da interação com outras famílias nos pontos de troca.

“Tudo vem repetido nos envelopes. Se a gente fosse contar, desistiria no meio do processo. O que ajuda são as trocas que fazemos. Já chegamos a encontrar pessoas de Minas Gerais em Dourados para trocar”, relatou a mãe.

 

Laços entre irmãos

 

Os irmãos Da Rocha Correia começaram a colecionar álbum da copa em 2022 em MT — Foto: Abder Khan

Os irmãos Gabriel e Gustavo da Rocha Correia, de 22 e 16 anos, também estão dispostos a gastar para completar mais uma edição do álbum. Segundo eles, apesar do valor elevado, como o torneio acontece a cada quatro anos, conseguem se planejar e juntar dinheiro. Para os dois, a experiência compensa.

“Ficamos impressionados porque a última figurinha que adicionamos no álbum passado foi do Mbappé, jogador da seleção campeã, a França”, destacou Gabriel.

 

Pontos de trocas, interação social e renda

 

Com os pontos de troca, Anderson Lewis, de 53 anos, já conseguiu completar 12 álbuns na última troca em MT — Foto: Abder Khan

De acordo com os colecionadores, os encontros são a melhor forma de completar o álbum sem gastar tanto, além de proporcionar interação social e novas amizades. Como o caso do Anderson Lewis, de 53 anos que completou 12 álbuns na última copa e mais um deste ano, com a esposa e filho de 8 anos.

“Troco umas figurinhas especiais por 60 ou até 80 normais de uma vez, e assim consigo separar um álbum, depois outro, sem gastar muito. Também vendo algumas das mais raras por um valor maior, e com isso mantenho a coleção sempre cheia”, explicou.

O Noroeste

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